JORNALISMO E CRIATIVIDADE: A ESSÊNCIA HUMANA DE CRIAR, INFORMAR E INOVAR

Por Caroline Mueller, estagiária do Nexjor.

Quando falamos de criatividade, falamos da própria essência humana. E, ao abordar a humanidade, é impossível não mencionar o jornalismo: a voz que interpreta e dá vazão ao sentimento e à opinião pública. A criatividade nos envolve em camadas profundas que, embora sutis, compõem nossa rotina e fundamentam nossa interação com o mundo. 

No campo profissional, essa força se manifesta no desafio de unir a inovação à responsabilidade social, pois, como afirma Marcus Vinícius Freitas, jornalista visual, infografista e egresso do jornalismo UPF, “a criatividade tem que ser um dos meios para a função do jornalismo que é informar”, reforçando que a busca pelo novo não pode se sobrepor ao compromisso com a notícia.

Essa inventividade narra nossa trajetória no tempo, desde as pinturas rupestres até os desafios contemporâneos em que, dentro de casa, precisamos remodelar nossa realidade e sermos criativos para solucionar problemas cotidianos. É esse espírito de adaptação que ganha protagonismo no dia 21 de abril, data que celebra a capacidade de gerar soluções e restabelecer os laços da nossa evolução por meio de novas perspectivas. Para Marcus, essa capacidade de gerar soluções depende diretamente de um repertório diverso, pois “para o jornalista ser mais criativo, ele vai precisar de mais leitura de mundo”, o que inclui consumir desde literatura e cinema até observar os lugares por onde se passa no dia a dia.

Embora a ONU tenha reconhecido o Dia Mundial da Criatividade e Inovação apenas em 2017, o movimento já ganhava força no Canadá desde 2001. Contudo, essa força criativa não está restrita a datas ou apenas aos registros dos livros de história; ela é um pilar da sobrevivência que atravessa séculos. Um exemplo marcante é o rádio, uma resposta engenhosa para levar informação a uma população que lidava com altos índices de analfabetismo e que, ainda hoje, permanece vivo por sua relevância cultural e utilitária. 

Marcus destaca que, na prática jornalística, a inovação também é uma questão de habilidade e paciência, pontuando que “a criatividade também pode ser uma habilidade treinada”, mas que exige silêncio e tempo de maturação para que as referências absorvidas façam sentido.

Do jornal impresso às redes sociais, cada plataforma surgiu como uma solução estratégica para impulsionar o progresso coletivo. No contexto jornalístico, o design e a infografia ganham papel central nesse avanço ao traduzir dados complexos em narrativas visuais. 

Marcus Vinícius explica que seu processo envolve ser uma “esponja” de referências, buscando inspiração em áreas como os games e as artes plásticas para construir um “baú de referências” que auxilie na diagramação e na clareza da informação. Mais do que ferramentas tecnológicas, elas são extensões da nossa necessidade de conexão, provando que inovar é o caminho fundamental para que a notícia alcance e transforme o todo.

Imagem: Arquivo / Nexjor
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