Dados de importação e exportação de soja, milho e trigo mostram a importância do agronegócio na economia brasileira, mas, para onde vai tudo isso?
Reportagem por Eliana Presser e Estefane Worst
Soja, milho, trigo, feijão, arroz e algodão. São esses os principais grãos produzidos em solo brasileiro pelo agronegócio. E graças à tecnologia e pesquisa, vem apresentando resultados cada vez mais promissores. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a safra de 2022/23 deve contar com uma produção de grãos de mais de 312 milhões de toneladas.
A Expodireto Cotrijal, realizada de 6 a 10 de março em Não-Me-Toque, é uma grande impulsionadora para os produtores e para os desenvolvedores dessas tecnologias, uma vez que a feira coloca na vitrine toda a potencialidade do agronegócio.
As culturas mais desenvolvidas no país são as de soja, milho e trigo. E elas são extremamente importantes para os números de exportação, consumo e também para o desenvolvimento da produção rural. E a Expodireto Cotrijal é um grande impulsionador para os produtores e para os desenvolvedores dessas tecnologias.

SOJA
O grão mais cultivado do Brasil está em quase tudo, desde o biodiesel ao óleo de cozinha, e, movimenta toda a economia. Somos o país que mais produz soja em todo o mundo, sendo responsável por cerca de 50% da exportação do grão no planeta, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O produtor Marcelo Oliveira Severo, de Não-Me-Toque, foi um dos produtores que participaram da Expodireto em busca de novidades para a cultura. Segundo ele, a soja é um bom investimento para o plantio justamente pela questão de lucratividade e também pela resistência do grão. Falando em lucratividade, a exportação de soja movimentou 5,5 bilhões de dólares só no ano passado.

MILHO
Outro cultivo muito necessário e utilizado no agronegócio brasileiro, o milho está presente em diversos setores da vida cotidiana, do biocombustível à alimentação. O Brasil é o segundo maior produtor do grão em escala global, e os três primeiros colocados (EUA, Brasil e China, respectivamente), somam mais de 60% da produção mundial de milho.
A presença do milho na alimentação humana se dá de duas formas. A forma primária, consumindo o grão in natura. E a forma secundária, consumindo carne de animais que são alimentados com milho. Essa forma secundária também é um dos principais motivos que fazem os produtores cultivarem o grão, para alimentar a criação de animais.

TRIGO
Muito presente na alimentação humana, da indústria às residências, o trigo brasileiro vem de duas safras recordes e com previsões muito positivas para os próximos anos. Se o Brasil continuar com o crescimento exponencial do cultivo deste grão, poderemos superar a demanda nacional. Atualmente só suprimos 76% do consumo brasileiro, mas com o aumento da safra, poderemos suprir essa necessidade e exportar o superávit para o mundo, aumentando a taxa de vendas e lucratividade.
Esse crescimento da safra e do lucro vindo do trigo é o que está motivando os produtores a aumentar a área cultivada do grão. Durante a Expodireto, também conversamos com o agricultor Mateus Signori. Ele afirmou que, principalmente na região Sul, no inverno o trigo é uma boa opção para o plantio, visto que com o aprimoramento genético a cultura sofre menos com a geada, não causando perda de safra, além do favorecimento da rotação de culturas.
Acompanhe agora no infográfico para onde vão essas três culturas e quais os principais usos de cada uma.

ROTAÇÃO DE CULTURAS
O tema da rotação de culturas vem ganhando força nos últimos anos como um ponto de sustentabilidade no agronegócio. Mas o que é isso?
O sistema de rotação de culturas consiste em variar os cultivos plantados ao longo do ano. Essa prática tem diversos benefícios, principalmente o melhoramento e aprimoramento do solo plantado, e também a sustentabilidade, visto que não se torna mais necessário o desmatamento de outras áreas para o cultivo.
Agora, neste segundo infográfico, acompanhe a divisão de exportação e consumo interno.

