A busca pela condição perfeita de saúde é a prioridade de muitas pessoas, que acabam recorrendo a tratamentos e medicações. No caso de pacientes de doenças crônicas, essa é uma realidade.
Tratamentos, exames e medicações fazem parte da rotina desses pacientes, que precisam fazer uso contínuo de alguns remédios para ter condições de ter, além do bem estar, uma rotina normal. Marta Nelí Hepp descobriu um problema na tireoide há 20 anos e, desde então, passou a fazer uso de uma medicação diária. “Eu andava muito cansada, comecei a engordar e aí procurei um médico. Eu pensei que pudesse ser diabete, mas o médico constatou que era hipotireoidismo”, conta Marta, que seguindo o ritual de tomar uma cápsula do seu remédio todas as manhãs em jejum.
No início, a queda de cabelo e unhas fracas foram os únicos incômodos de Marta, que conseguiu se habituar e tem uma rotina normal. Mas, nem todos os casos de uso contínuo de medicação são assim, com uma adaptação tranquila e rápida. Maria Souza Silva e Eduardo Souza Silva, mãe e filho, passaram por mais processos até chegar ao uso de medicação contínua. Maria é cabeleireira e teve uma gestação tranquila, mas quando Eduardo nasceu, os médicos perceberam que o bebê que pesava apenas um quilo e meio precisava de mais cuidados.
O bebê começou a ficar doente aos três meses de gestação, quando o rim começou a apresentar problemas. “Ele nasceu com pouco peso e por isso, ficou internado. Não queria comer e não pegava peso. Descobrimos que ele tinha nascido com insuficiência renal bilateral,os dois rins não funcionavam direito,” Lembra Maria. O rim é o órgão responsável pela filtragem do sangue e, devido a doença, Eduardo precisou passar pelo processo de diálise peritoneal. “Ele começou a dialisar quando tinha um ano, fazer tratamento para pegar peso, dialisando para eliminar as impurezas do organismo. O Eduardo passou por isso até os quatro anos e seis meses, quando já estava com sete quilos. Com isso, ele conseguiu passar pelo transplante”, conta a cabeleireira, que passou pela bateria de exames junto ao filho para poder ser a doadora do rim que Eduardo precisava. Seis medicações diferentes fazem parte do dia de Eduardo, que tem uma rotina normal, apesar das restrições: “Tenho que cuidar a alimentação. Eu não posso comer gordura, comida com muito sal e não posso ficar muito no sol,” conta Eduardo.
Além do uso de medicação contínua, Marta e Eduardo tem algo em comum: a preocupação com a alimentação. “Eu estava lendo sobre a alimentação há pouco tempo; sobre o que pode ser feito para evitar. No meu caso é só medicamento, não posso parar porque o meu organismo não produz mais o hormônio que precisa. Eu cuido a alimentação, não como muito doce e fritura, notei que não estava emagrecendo mesmo cuidando da medicação e procurei o médico”, lembra Marta.

