O corpo em função da mente
Há mais de 40 anos o Yôga entrou na vida da população ocidental. A prática dos movimentos, das posturas, dos ássanas se popularizou entre as terapias de tratamento de várias disfunções. O trabalho do Yôga visa usar o corpo para tratar a mente.

A ida de uma pessoa até a sua primeira aula ou o dia em que lhe passa a idéia de começar a prática pode acontecer de formas muito
distintas. “Me despertou uma curiosidade, porque o Yôga vai te envolvendo, vai te trazendo a vontade de se conhecer, de se observar, de perceber que você pode modificar muitas coisas dentro de ti e eu fui me apaixonando pelo Yôga”. A instrutora de yogaterapia, Marta Samonek, conta como foi quando resolveu entrar para a prática. Ela fala de como a vida muda e assume outro rumo quando o Yôga cruza com a pessoa. “Eu até tive outra profissão no início. Eu trabalhava com meu marido na nossa oficina, mas depois eu deixei
o meu emprego para me dedicar cem por cento ao Yôga. Hoje eu sou instrutora”, informa Marta, contando como foi o preparo desde praticante até o dia em que se tornou professora de Yôga. “Fiz um curso de Yôga integrativa no Centro Montanha Encantada em Garopaba,em Santa Catarina.Depoiseu fiz cursos de ássanas, cursos de Yôga para crianças, Yôga pra gestantes e hoje já faz sete anos que eu dou aula e Yôga”, diz.
Posturas
Já é costume que os terapeutas indiquem a prática do Yôga para a recuperação de diversas doenças, como forma de dispersão da ansiedade. A instrutora, Marta Samonek, auxilia, através da yogaterapia, a pessoas que estão em crise de equilíbrio. “Para algumas pessoas, a yogaterapia ajuda, através das posturas, recuperar as pessoas em depressão, trazendo-as para o momento presente. Às vezes ela vem acompanhada de outros tratamentos, como o psicológico”. Além da curiosidade e da busca
pela satisfação corporal, é através das deficiências do corpo e da mente que muitos alunos começam no Yôga. “Algumas pessoas começam a fazer as aulas buscando a flexibilidade, buscando atender ao corpo físico. E outras buscam tratar a ansiedade e o stress do dia a dia, e acabam se entregando mais”, explica a terapeuta.
No caso dos alunos que partem, muitas vezes, dos consultórios médicos direto para as salas de Yôga, o tratamento co
meça como forma de aliar o equilíbrio mental ao físico para descarregar um pouco do estresse de um dia imerso na rotina. A professora aposentada, Terezinha Zanette, pratica o Yôga há sete anos e já nas primeiras aulas se sentia mais segura para encarar o dia. “Eu comecei a praticar por indicação do médico. Eu tive uma crise de ansiedade e o Yôga foi a alternativa sugerida”, comenta a aposentada, que já se ambientou às posturas e aos movimentos, conseguindo manter o equilíbrio e responder calmamente ao desgaste com as atribulações. “Não só com a ansiedade, mas depois de um tempo tu desenvolves o autocontrole”, relata Terezinha.
Da prática á profissão
Quando é o momento para levantar do tapetinho e decidir ensinar o Yôga?

Após a prática e o tempo em que deu aula, a designer aprendeu a dar vazão ao trabalho do corpo em função do bem-estar da mente. “É uma conexão tua. Não tem conexão com o que o colega tá fazendo do lado, até onde vai a flexibilidade dele. É tu e o teu tapetinho ali. O Yôga não é corpo, é através do corpo. O que importa é a tua intenção na postura”, completa Aline, mostrando qual é a principal diretriz do trabalho iogue: o corpo trabalhando para dar o equilíbrio para a mente.
