Na redação do Diário da Manhã

O coração de um jornal impresso é a sua redação. Todas as ideias que surgem das mentes dos repórteres e dos editores são colocadas em prática neste espaço, naturalmente, caótico. Contudo, uma redação é o lugar onde nascem as grandes coberturas, onde os fatos são anunciados ao mundo e onde quem estuda jornalismo, quer trabalhar um dia.

Em Passo Fundo, há 74 anos, o jornal Diário da Manhã traz para a população o que aconteceu de importante no dia do passo-fundense. O grupo ainda possui redações em Erechim e Carazinho, que produzem conteúdo para as rádios Diário AM e FM de Passo Fundo e também para o portal que coloca as notícias do jornal na internet.

A produção de conteúdo na redação é coordenada pela editora chefe Rosângela Borges Wink. A jornalista, que acompanha a rotina do jornal há 10 anos, também já foi estagiária, quando trabalhava na assessoria de imprensa do governo do estado, e hoje, tendo trabalhado 4 anos como repórter das editorias de Geral e de Polícia, chefia a redação do jornal Diário da Manhã. Em todo esse tempo, aprendeu como um jornalista tem que se dividir em vários para poder cobrir um acontecimento para o DM. “A rotina da redação do DM é muito corrida. Na verdade, a redação do jornal trabalha para a rádio AM e para o portal on line. O tempo todo se produz para três veículos diferentes, que acabam se multiplicando em mais veículos, devido ao Twitter e ao Facebook”. A redação é organizada para poder atender às três mídias do jornal: no mesmo espaço, o jornal, a rádio e o portal produzem conteúdo trocando informações.

A notícia percorre um caminho traçado pelos veículos que o jornal comporta, por isso o jornalista que trabalha no Diário tem que ser versátil. “Nosso jornalismo é dinâmico, é rápido. O jornalista tem que estar sempre ligado no ‘420 volts’, como se diz, e ser power”, diz Rosângela explicando que tudo funciona junto para que as mesmas informações e até telefonemas importantes sejam conhecidos por todos que estão envolvidos na produção de conteúdo.

Os fatos ocorridos durante a manhã começam a ser organizados no início da tarde da redação. O que acontece no início do dia é repassado para o repórter, que ainda pauta mais temas durante a tarde. Na produção da notícia, o responsável pela cobertura tem que recolher as informações que serão repassadas para o rádio e para a internet, primeiramente, e que no dia seguinte estarão nas páginas do DM. “Existe todo esse caminho para que a informação percorra o caminho dos três veículos, e de três formas diferentes. E é o jornal que ele vai esmiuçar as informações, sem todos os resumos da rádio ou do portal”, explica a jornalista.

Saída a “campo”

Jonas Lima, repórter da editoria de Polícia

Quem lê jornal tem as páginas de esporte e de polícia marcadas. Essas duas editorias reúnem as informações mais buscadas pelos leitores do Diário da Manhã, e em outros jornais também. A produção dos conteúdos que abastecem os mundos dos esportes, e da rotina policial, é entendida como especial por quem escreve. Para Jonas Lima, repórter do DM há pouco mais de um ano, polícia é uma editoria atípica das outras pelo tempo que a produção exige e, também, pelo horário em que as ocorrência começam a acontecer na cidade. “Tudo começa a partir das 18h, quando a noite começa a cair. Essa é uma editoria que sempre tem que se estar correndo atrás para dar o furo e sempre estar se reinventando, para não cair na mesmice”. Segundo Jonas, tem que se estar sempre a postos, pois as ocorrências não têm hora para acontecer. São quase 12 horas de acompanhamento que a cobertura policial do Diário da Manhã oferece para Passo Fundo.

No esporte, nem sempre o repórter sai a “campo”. Kleiton Vasconcellos, editor de Esportes, destaca a cobertura esportiva como sendo exclusivamente externa, pois as competições sempre acontecem em lugares afastados, mas diz que pode escrever seu texto assistindo ao jogo de futebol pela TV, por exemplo. “Nos jogos de Inter ou de Grêmio, por exemplo, eu não vou a Porto Alegre, até o estádio, para assistir ao jogo. Eu acompanho pela TV e transcrevo o que eu vejo. Depois, na assessoria do time, pela internet, eu pego a foto”. Mas, quando os jogos acontecem com os times de Passo Fundo, Kleiton sempre está no estádio da cidade. Aí, ele conta que uma editoria de Esporte não pode trabalhar como uma de Geral, na qual a coleta de informações pode ser feita pelo telefone, por exemplo. No campo, o repórter faz as fotos, recolhe as informações do jogo, conversa com os torcedores e depois volta para a redação para escrever seu texto. “Na quarta-feira, que sempre tem jogo, eu sempre estou no estádio. A minha rotina de trabalho, nesse dia, começa às 13h e pode terminar depois da meia-noite, já na quinta-feira”. O trabalho de editoria, em um jornal, envolve o gosto por esporte. Nas palavras de Kleiton: “tu vais respirar esporte 24 horas por dia”.

O papel social de um jornal

Rosângela Wink, editora chefe do DM.

O merecido destaque do jornal Diário da Manhã é pelo seu envolvimento com as pessoas. Quem é atingido pelas informações originadas na redação vem até o jornal para comentar ou responder ao que é publicado. Muito conteúdo que está nas páginas do Diário, provêm de intervenções da população. “Os leitores entram em contato com a redação através do telefone, de e-mails, do Facebbok ou do Twitter. A população sempre está em contato com jornal e sempre respalda e dá retorno para as notícias que são publicadas”. Rosângela, a editora, conta que até bolo e chá vêm parar no jornal, presentes dos leitores que se identificam com ele. “O DM é um jornal que tem muito vínculo com o leitor. Existe muita receptividade. As pessoas se sentem muito felizes de virem aqui”.

Esse laço é introduzido desde cedo por um projeto que traz crianças das escolas de Passo Fundo, para conhecer o jornal internamente, é o DM nas Escolas. Os professores usam a rotina do jornal para exemplificar o caminho que uma notícia percorre até chegar ao leitor ou até o ouvinte. “Todos ficam muito curiosos, querem conhecer como funciona o jornal, como e onde ele é impresso”. Para Rosângela, trazer o leitor e mostrar como tudo funciona ajuda a aproximá-lo. Assim, as pessoas se sentem em casa dentro de um jornal. É a confiança no que está escrito. Um merecido retorno para o jornalismo.

[stextbox id=”custom” caption=”A série das redações “]Em Passo Fundo, o jornalismo impresso têm três periódicos de grande circulação. As informações do que acontece pela cidade estão nas páginas do Diário da manhã, de O Nacional e o do Jornal Troca-Troca, da rádio Uirapuru. Essa série prevê mostrar, para quem ainda estuda, a realidade do trabalho jornalístico no interior de uma redação. O Nexjor continua, com a visita ao jornal O Nacional.[/stextbox]

httpv://www.youtube.com/watch?v=MBSy-_swBk8&

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