Doação de carinho

Foto/Divulgação

Quantas vezes você já se deparou com cães e gatos abandonados pelas ruas da cidade?

Embora o abandono de animais seja crime (previsto no artigo 32 da lei federal nº 9.605/98), milhares de cães e gatos são maltratados e deixados à sorte por seus donos.Em Passo Fundo, existem hoje cerca de 20 mil bichinhos abandonados nas ruas, conforme os dados levantados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

O trabalho de recolhimento e de cuidado para com esses animais abandonados e vítimas de maus-tratos geralmente é realizado por ONGs. Aqui em Passo Fundo, um dos órgãos responsáveis é o Capa – Clube dos Amigos e Protetores dos Animais.

Com dez anos de atividade, o Capa já recolheu cerca de 10 mil animais das ruas da cidade. Zulma Marques, coordenadora do órgão, revela que a maior parte dos animais é recolhida em um estado físico bastante debilitado. “Existem donos que agridem os animais antes de abandoná-los. Já encontramos animais esfaqueados, com sinais de pauladas e isso realmente é muito triste. A grande maioria dos animais que recolhemos estão bastante fracos, com muita sarna, tosse, desnutridos e assim vai.”

Os animais que são recolhidos pelo Capa – cerca de 40 por mês – recebem tratamento adequado, sempre com a orientação de um veterinário, e ficam à espera de um lar. Para facilitar processo de adoção, o Capa realiza feiras quinzenais, onde os animais são expostos e aguardam para ser escolhidos por alguém que esteja à procura de um novo amigo.

O processo de adoção é simples, mas feito com bastante cuidado, como destaca Marques. “Para assinar o termo de adoção, é necessário apenas a documentação básica, como identidade, CPF e comprovante de residência. Após a assinatura, realizamos uma entrevista e, posteriormente, quando o animal já estiver com seu novo dono, uma vistoria no local”. Todo o trabalho realizado busca a garantia de que, ao deixar o Capa, o animal vai estar em um lar seguro, que lhe ofereça boas condições de vida, carinho e cuidado.

Adotar um animal que foi abandonado representa muito mais do que um ato de solidariedade. Doando carinho, a pessoa que adota recebe em troca a fidelidade e o amor daquele bichinho que, quando estava na rua, não tinha perspectiva de vida.

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Foto/ Arquivo

Ana Carolina Giongo, 22 anos, estudante de Jornalismo.

“Eu já tinha dois cachorros em casa (um yorkshire e uma de rua) quando decidi adotar a Sarah, através do Capa. Meu yorkshire estava doente, e minha mãe se sentindo muito sozinha. Então, no Dia das Mães resolvi ir à feira do Capa e trazer mais um filhote para alegrar a casa.

A Sarah era o filhote mais barrigudinho e apavorado da feira. Ela chegou perto de mim e ficou toda amorosa. Não teve jeito, tive que levar. Ela tinha o pelo lindo, toda perfeita, parecia um filhote de labrador.

Na minha casa e na minha família, sempre fomos ensinados sobre o respeito, acima de qualquer diferença. Eu não consigo sequer imaginar o que passa na cabeça de uma pessoa que maltrata animais. Como pode se sentir bem com o sofrimento? Ter a covardia de machucar e até matar um ser que não tem com se defender. Sou absolutamente a favor de todas as pessoas que, fazendo parte ou não de ONGs, defendem os nossos companheirinhos.

Agora estamos com o apartamento lotado, temos dois cachorros direto da rua, um veio atropelado e o outro, com um tiro na cabeça. Temos também uma que foi adotada do Hospital Veterinário da UPF. Ela estava lá abandonada e minha mãe trouxe pra casa. E também o meu yorkshire.

Adotarei sempre que possível. É um prazer você saber que tem menos um bichinho sofrendo no mundo, que está saudável, bem alimentado, com carinho e amor.”

Foto/ Arquivo

Roger da Fonseca, 26 anos, estudante de Música.

“Adotamos o Fiska pra ter uma companhia a mais na família.

Eu fui ao Capa buscar e, a princípio, ia pegar um outro. Mas, quando eu me abaixei no meio dos gatos, ele já veio subindo no meu colo. Aí fiquei com ele. Era magrinho e pequeno, mas estava bem cuidado.

E acho que as pessoas que maltratam os animais demonstram sua baixa capacidade intelectual de resolver as mais simples situações e sua pobre consciência e formação ética. Devem perder o direito de cuidar tanto de animais quanto a guarda de qualquer indivíduo e devem ser punidas.”

Foto/ Arquivo

Krízia Vuelma, advogada.

“Quando adotei meu gatinho, o Bebê, no Capa, ele era inicialmente arisco. Porém, logo após, já pude observar que se tratava de um animalzinho muito carinhoso e serepele, pois seguidamente se escondia em caixas e brincava com bolinhas de plástico. Também, verifiquei que estava saudável, pois o levei no veterinário que certificou suas condições físicas.

Adotei meu gatinho por questão de afeto e, também, por questões sociais, pois sempre quis auxiliar no combate ao abandono e maus-tratos aos animais. Como defensora deles, busco, dentro das minhas possibilidades,  fazer minha parte no que diz respeito a proporcionar uma vida digna a esses seres, que possuem corações puros e cheios de amor. Não há sentimento mais bonito do que ajudar um animalzinho, dando-lhe comida, carinho e um lar. Eles não exigem muito, pelo contrário, proporcionam uma melhor qualidade de vida a quem tem a sorte de estar perto deles, levando em consideração a fidelidade e o carinho que eles nos concedem, mesmo quando sequer merecemos. E tenho absoluta certeza de que os meus animais de estimação : 6 cachorros, sendo 5 adotados, e 2  gatos, também adotados, fazem os meus dias mais felizes e me ensinam valores de lealdade e amabilidade de forma tão pura que jamais pude aprender com qualquer ser humano.”

[/stextbox] [stextbox id=”custom”]E aí, gostou da ideia e ficou com vontade de adotar? Então, dê uma passada no Capa, que fica na rua Uruguai, 760. Existem dezenas  de bichinhos que estão lá à espera de um lar.[/stextbox]
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