Quando a persistência é a alternativa correta

Decisivas para conquistar um espaço no mercado de trabalho, vontade e determinação devem ser levadas a sério quando o assunto é concursos

 A causa é nobre e o esforço, recompensado.

Foco, metodologia de estudos e persistência são fundamentais para o sucesso em um concurso. (Foto: Débora Padilha de Oliveira)

Ver o nome na lista de aprovados de um concurso pode custar alguns meses – ou até anos – de esforço. Mas a segurança de um emprego fixo e a  garantia de estabilidade são o sonho de muita gente que tem, nessas argumentações, a motivação para prestar provas. A determinação e a conquista de um bom resultado andam juntas. Obter sucesso na conferência de um gabarito tem uma receita a ser seguida: é um processo que envolve questões como foco, desenvolvimento de métodos de estudos e, principalmente, persistência.

É dos jovens o monopólio na participação em provas. Conforme o professor de português e coordenador do Garra Concursos, Pólux Martins, o perfil dos participantes de cursos preparatórios em Passo Fundo é de pessoas entre 18 e 35 anos, muitos frequentando nível superior. A busca pela estabilidade é o que move a maioria dos concurseiros de plantão. Porém, outros objetivos acompanham os candidatos, como a aquisição de experiência e a remuneração. No município, os cursos mais procurados são os que preparam para provas de nível médio completo, especialmente áreas bancárias, previdenciárias ou jurídicas.

O estudante de engenharia ambiental, Cristiano Lima, tem opinião formada sobre o assunto. Para o jovem de 22 anos, um concurso é a forma mais justa de admissão. Considera ele que, a partir de um teste, as competências e capacidades são realmente avaliadas. “Acredito que esta forma de seleção supera o resultado que se teria em uma entrevista de emprego, por exemplo, quando diferentes fatores podem influenciar”, argumenta, com a experiência de quem já obteve três aprovações na lista de provas prestadas.

Mesmo já exercendo um cargo público como concursado, o acadêmico pretende ir além. Algo comum atualmente: ao mesmo tempo em que se quer estabilidade, esta tem prazo determinado; a vaga é ocupada até surgir algo mais atrativo e pertinente.

Objetivo levado a sério

Acertar o número mínimo de questões para aprovação nem sempre é suficiente. A classificação também é fundamental: é necessário estar bem colocado, e isso tem seu preço. Assim como Cristiano, a trajetória para a conquista da aprovação em concursos também começou cedo para a funcionária pública Mônica Bressan, 34 anos. Ela iniciou a maratona há 15 anos, fazendo testes esporadicamente, mas conta que foi há cerca de cinco anos que os estudos e as provas começaram a acompanhar suas expectativas. Assim o objetivo foi encarado com mais seriedade e o esforço se intensificou.

A artista plástica não lembra exatamente de quantos concursos já participou – na maioria, reprovou. Mas tem na ponta da língua aqueles em que foi aprovada: somam quatro, incluindo aquele que trabalha atualmente, prefeitura de Lagoa Vermelha. Reconhece, porém, que a preparação não é a mais adequada. “Estudo por um tempo curto, mas intensivamente. Nas férias, por exemplo, gasto 12 horas por dia, mas o estudo contínuo é mais eficaz em longo prazo”, diz. Acreditando que a principal vantagem desse tipo de admissão é a estabilidade financeira, Mônica lembra que existem órgãos que possuem planos de carreira que incentivam o servidor a permanecer no cargo público e, conforme ela, a maior desvantagem é a falta de incentivo à ascensão do servidor. “A maioria procura por novos cargos que ofereçam um plano de carreira bom, que valorize o trabalho e estudo do servidor”, considera.

O professor Martins complementa a teoria de Mônica, quando defende que o candidato deve procurar estudar por meio de materiais confiáveis e da resolução de questões da banca organizadora do concurso. Mônica já criou seu próprio método. Leituras, resumos, esquemas, revisões e exercícios de provas anteriores são alternativas adotadas para assimilação dos conteúdos e, na hora do teste, busca administrar a ansiedade através da concentração. “Acredito que a escolha de um bom material e de bons professores, aliadas à disciplina e ao cumprimento de metas, são a receita eficaz para a aprovação. Não esquecendo a continuidade e a persistência, que são fundamentais”. Ela tem até uma frase para ilustrar a teoria: “Um guerreiro de verdade não é aquele que vence, mas o que tem força e garra para permanecer lutando.”

[stextbox id=”custom” caption=”Quer ser aprovado em um concurso?”]O professor Pólux Martins afirma que o ideal para obter sucesso é focar em uma determinada área ou em concursos que tenham disciplinas afins, para não haver dispersão de esforços. “Como a concorrência é cada vez maior, o candidato não deve deixar para estudar após a publicação do edital, pois, geralmente, é necessário um período de seis meses a dois anos para amadurecer o conteúdo e ter condições de se classificar”, explica. [/stextbox]
Rolar para cima