DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Conheça o processo de criação da fotografia e como ela chegou a Passo Fundo

O Dia Mundial da Fotografia é comemorado em 19 de agosto, devido a um fato específico. Foi nessa data que o daguerreótipo foi apresentado para o público pela primeira vez. Chama atenção que não é apenas o equipamento, a câmera fotográfica, que faz uma fotografia, como também,  nem foi um indivíduo apenas que realizou experimentos de fixação da imagem. Na verdade, o surgimento da fotografia foi um processo que transpassou vários períodos e indivíduos que buscaram superar o desafio de fixar num suporte a imagem tal qual os olhos capturavam. 

A CÂMERA E O PROCESSO NO MUNDO

A câmera obscura é considerada o aparelho precursor das câmeras fotográficas, já que surgiu há muitos séculos. Seu registro mais antigo, conforme a história, é de um filósofo chinês conhecido como Mozi, durante o século V a.C., mas sua criação é atribuída a Aristóteles no século IV a.C …

Depois de muitos anos a fotografia tirada pelo francês Joseph Niépce em 1826, a “Vista da Janela em Le Gras”, é considerada a primeira já registrada. A foto, em preto e branco, captura a vista de uma alta janela em Le Gras, sendo capturada pelo processo inventado pelo próprio fotógrafo, a Heliografia. Para tirar essa foto, Niépce deixou a placa de estanho coberta com betume da Judéia exposta à luz solar por oito horas.

https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/12/primeira-fotografia-da-historia-e-exposta-na-alemanha.html

Seis anos depois, em 1832, Niépce se juntou ao estudioso Louis Daguerre para descobrir uma maneira de conseguir imagens estáveis em menos de oito horas. A história conta que antes de morrer, Niépce passou suas obras para as mãos de Daguerre. Então após sua morte, em 1833, Daguerre continuou os experimentos de seu colega, sozinho. 

Já em 1939, ele consegue capturar uma imagem em uma chapa metálica, assim como Niépce, a única diferença é que foi em menos de oito horas. O aparelho inventado levava o nome de Daguerreótipo. Seu processo se baseia em uma chapa de cobre, revestida de prata e sensibilizada com vapor de iodo, em uma câmera escura exposta à luz por vinte minutos. Ela era revelada com vapor de mercúrio e fixada com hipossulfito de sódio, sendo gravada por tempo indeterminado.

Logo depois, ele introduziu o processo do daguerreótipo ao público em 19 de agosto de 1939, em uma reunião da Academia Francesa de Ciências e Artes, em Paris. 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Boulevard_du_Temple_%28foto%29

Outro nome que contribuiu para a fotografia foi o escritor e cientista britânico William Henry Fox Talbot, conhecido por inventar o Calótipo ou Talbótipo. Ao contrário do daguerreótipo, esse possibilitava a criação de múltiplas cópias a partir de um único negativo. Seu processo era muito parecido com a revelação de fotos comuns, onde as imagens são produzidas em um negativo e depois são positivadas. Em 1841, o calótipo foi registrado na Royal Society em Londres pelo próprio cientista.

Em 1861, James Clerk Maxwell e Thomas Sutton fizeram a primeira fotografia com cor. Eles usaram três imagens monocromáticas, com filtros de cores diferentes (vermelho, azul e verde), para que quando fossem projetadas juntas criar uma imagem colorida. Mesmo que essa técnica tivesse algumas limitações, ela foi uma das bases para a fotografia colorida moderna.

Desde então, a fotografia profissional continuou evoluindo. Mas a grande responsável por revolucionar o universo da fotografia amadora, e também profissional, foi a Kodak. Criada por George Eastman, que se colocou no mercado fotográfico trabalhando com a venda de câmera e filmes em rolos por preços acessíveis, foi ele quem marcou a fotografia no cenário cultural do mundo. A empresa vendia câmeras pequenas que eram fáceis de carregar e também liberava os clientes do processo de revelação.

A CÂMERA E O PROCESSO NO BRASIL

Enquanto Louis Daguerre realizava seus experimentos, o francês Hercule Florence, que residia em Campinas (SP), inventou um método de impressão em cores semelhantes ao atual mimeógrafo e o chamou de poligrafia. 

Já em janeiro de 1833, ele fez vários experimentos com o nitrato de prata. Mas foi em 20 de janeiro do mesmo ano, na sua terceira experiência que ele aperfeiçoou sua câmara obscura. Depois de quatro horas na janela, ele tirou o papel e teve mais uma imagem registrada, porém percebeu que o que era para estar escuro estava claro, e o que era para estar claro, estava escuro, ou seja, era o negativo da fotografia.

A esquerda: FLORENCE, Hercule – [Polygraphie] [Desenho da poligrafia], s.d. Bico de pena e lápis sobre papel – 25,3 x 21,0 cm (irregular) – Coleção Instituto Hercule Florence (São Paulo) – Foto Patricia De Filippi e Millard Schisler. A direita: FLORENCE, HERCULE – Photographie. [Desenho da câmera escura] – s.d. – Tinta ferrogálica sobre papel – 20,6 x 19,1 cm Coleção Instituto Hercule Florence (São Paulo) – Foto Patricia De Filippi e Millard Schisler.

Hercule não parou por aí, ele continuava fazendo experimentos, testando os diferentes materiais e substâncias.

Mesmo sendo pouco conhecido, Hercule Florence teria desenvolvido um método fotossensível no Brasil, em 1933, sendo o primeiro a nomear seu experimento de “fotografia”, mas sua descoberta não teve grande repercussão na época.

Mas somente quando o daguerreótipo chega no Rio de Janeiro, em 1839, que a fotografia começa a ser popularizada. Dom Pedro II teve um papel fundamental para a difusão da fotografia no país, já que em sua juventude foi um grande admirador dessa arte e passou a incentivar no Brasil, colecionando exemplares e posando para fotógrafos.

Então, a partir da década de 1850, estúdios de fotos começaram a surgir nas principais cidades, produzindo em sua maioria retratos.

A FOTOGRAFIA EM PASSO FUNDO

Em Passo Fundo, pesquisas mostram que no final dos anos 1880 já havia profissionais da fotografia na cidade. Mas para saber mais sobre isso, conversamos com a professora e historiadora. Confira no vídeo abaixo.

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