A música, apesar de geralmente ser vista apenas como entretenimento, se tratada corretamente pode ser uma grande ajuda a crianças e adolescentes.
É bastante raro encontrar alguém que não goste de ouvir música. Seja para cantar, dançar ou acompanhar o ritmo ao batucar com canetas em alguma superfície, música geralmente é uma presença constante em nossas vidas – presença essa que pode ser considerada trivial por muitos, mas que na verdade nos beneficia mais do que imaginamos.

Como disciplina obrigatória do currículo do ensino fundamental, a música tem um papel importantíssimo nodesenvolvimento do ser humano. Quando trabalhada desde cedo, pode trazer diversas facilidades para um indivíduo: o desenvolvimento de habilidades sociais, auditivas, motoras e intelectuais está entre as maiores vantagens de se criar afinidade com música desde cedo.
“A música influencia a criança desde os primeiros estímulos musicais dados nos primeiros anos de vida”, afirma Marina Iarcheski, professora de música para pessoas de diversas faixas etárias. “Trabalho com alunos a partir dos três meses de idade, e é incrível como eles respondem rápido as atividades, aos estímulos musicais, como aquela atividade se torna prazerosa a eles. Eles esperam pelas aulas. As mães dos alunos maiores comentam como eles cantam as canções aprendidas na escolinha em casa e como eles gostam de fazer as aulas de musicalização. Confesso que cada dia me surpreendo mais com a capacidade que eles tem de aprenderem e se desenvolverem nesse fator.”, salienta.

Alexandre Saggiorato, coordenador e professor do curso de música da UPF também acredita que é imprescindível o estudo da música, além de ressaltar a propriedade terapêutica que ela pode exercer em indivíduos em momentos complicados da vida, geralmente na adolescência. “A música tem o poder de levar ou trazer as pessoas para outros ambientes, fazer projeções e te levar ao passado através da memória quando ouvimos algo que nos marcou. Estudos de como a música atua no cérebro estão cada vez mais sendo discutidos e as vidências são sempre positivas, ou seja, mostram que a música é curativa em causas como ansiedade e depressão.”

Saggiorato também comenta que diversos estudos corroboram as afirmações de que música tem um grande impacto no ser-humano, cita autores como Robert Jourdain e Daniel Levitin, que estudam os efeitos dela no cérebro. A psicóloga especialista em educação infantil, Katisley Gonzatto, reforça: “realmente, a música tem uma influência direta no desenvolvimento cognitivo e emocional do ser humano. Entre os inúmeros benefícios ela potencializa a imaginação, a linguagem, a atenção e a memória. Estimula o ritmo, a coordenação motora, favorecendo a autonomia e a interação com o grupo, o contato com outras culturas, estimula o processo sensório-motor Além disso, favorece criatividade, a expressão, a socialização ajuda a combater a agressividade, pois canaliza o excesso de energia, desenvolve a iniciativa e funciona como higiene mental”.
Está claro de que a música tem muito a nos oferecer. Tê-la como disciplina obrigatória no currículo estudantil pode aumentar bastante o seu alcance e aproveitamento. A partir dela os alunos podem melhorar o seu desempenho geral em seus estudos, além de servir como uma válvula de escape para aqueles com dificuldades em suas vidas.
