Da denúncia à ocorrência: o percurso dos Bombeiros

O incêndio está acontecendo. No local, os bombeiros tentam combater o fogo e proteger possíveis vítimas. Em meio a todo esse processo, o trabalho em grupo e o planejamento – para chegar ao incidente num curto período de tempo – são tão importantes quanto o caminhão, as mangueiras e os jatos de água. Ao observar o serviço dos bombeiros, as pessoas não imaginam o percurso da ocorrência. Da denúncia até chegar ao local do fato.

O procedimento para a ocorrência
No instante em que o telefone toca no 7º Comando Regional de Bombeiros de Passo Fundo, na Matriz Central, o sargento responsável pelo setor logo trabalha com a identificação do solicitante. Conforme a gravidade da denúncia, o alarme do prédio dispara e a guarnição vem conferir o que foi solicitado. Os casos que mais chamados são de ocorrências de incêndio e atendimento a acidente de trânsito com lesão ou trauma.
A identificação é um momento crucial para o trabalho dos bombeiros. Em minutos, quem está atendendo o denunciante precisa saber o nome do solicitante, coletar dados e perguntar sobre o estado de um possível incêndio ou vítima – caso haja. É preciso fazer um resumo para os militares, com o máximo possível de informações.

Enquanto a coleta de informações acontece na linha telefônica, os bombeiros que esperam preparados no plantão do QAP – termo interno utilizado pelos militares com alguns significados -, dentro da central, são acionados. A partir desse momento, os militares correm para o caminhão e tomam suas posições. Na parte interna do transporte está preparado o EPI (Equipamento de Proteção Individual), com capacete, botas, capas, luvas e calças. O motorista do caminhão acessa a sala de informações, retira o bloco com os dados, verifica o mapa – se necessário – e a guarnição parte para a ocorrência. Um misto de agilidade e precisão é fundamental na hora de sair para a rua.

A importância da comunicação
A comunicação faz parte de todo o trajeto da ocorrência dos bombeiros. É constante o uso do serviço de rádio para informar o profissional que não encontra determinado local. Se os militares não conseguem muitas informações de imediato, o telefonista retorna para o solicitante com o objetivo de repassar mais dados para quem já está a caminho. O percurso tem todo um acompanhamento externo por meio da comunicação. O soldado José Maurício dos Santos relata a importância de se comunicar o tempo todo nas ocorrências. ‘’Nosso trabalho envolve bastante a comunicação, é algo importante para nós, dependemos dela para realizar a tarefa da melhor maneira possível’’.

Apesar de quase sempre contribuir, a comunicação pode atrapalhar o serviço dos bombeiros. De acordo com o soldado Santos, às vezes a ligação pode ser um trote, que logo é fácil de assimilar. ‘’Quando a pessoa enrola e não se identifica, logo percebemos que é trote’’, comenta Maurício dos Santos. Em contrapartida, quando a ligação surge de uma criança, e a corporação acredita na veracidade do fato, o telefonista age com cautela para que o menor passe o máximo de informações, ou que repasse a ligação para um adulto.

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Os diferentes tipos de alarmes

O Corpo de Bombeiros de Passo Fundo do prédio central possui dois alarmes. Um para saídas de ambulância e outro para ocorrências com caminhão. Salvamento de animais, incêndios, cavalo perdido em posto de combustível, entre outros casos é saída com o caminhão, pois necessita de maior apoio. No entanto, em acidentes envolvendo trauma e ocorrências criminais na qual há pessoas feridas faz parte do grupo de saída com ambulância. As pessoas responsáveis pelo GAE (Grupamento de Atendimento de Emergência) ficam atentas ao tipo de toque no alarme para saber qual veículo deve se deslocar para a missão.

A dificuldade no trânsito
Para o soldado Maurício dos Santos, a maior dificuldade que as viaturas encontram quando estão se deslocando para o local da ocorrência é o receio dos motoristas em deixar o caminhão passar e levar multa, quando estão próximos ao semáforo com câmera. Mas, para casos específicos como esse, já existe um sistema que identifica quem está colaborando com o veículo dos bombeiros, SAMU, entre outros. O dispositivo na câmera faz um acompanhamento com fotos passo a passo do caminho percorrido.

Apesar de haver algumas falhas e o indivíduo levar a multa, há uma solução para recorrê-la. Quando acontecer do cidadão dar o espaço exigido para a viatura e levar a multa mesmo assim, basta entrar em contato com o quartel e solicitar o requerimento da certidão de ocorrência. Por meio dessa solicitação, a guarnição verifica qual viatura saiu para o incidente, por onde passou e confere os horários. Com a confirmação do encontro entre o veículo e a viatura no semáforo, o Corpo de Bombeiros confecciona a certidão e a pessoa entrega na Guarda de Trânsito para recorrer a multa.

O incêndio está acontecendo. No local, os bombeiros tentam combater o fogo e proteger possíveis vítimas. Em meio a todo esse processo, o trabalho em grupo e o planejamento – para chegar ao incidente num curto período de tempo – são tão importantes quanto o caminhão, as mangueiras e os jatos de água. Ao observar o serviço dos bombeiros, as pessoas não imaginam o percurso da ocorrência. Da denúncia até chegar ao local do fato.

O procedimento para a ocorrência
No instante em que o telefone toca no 7º Comando Regional de Bombeiros de Passo Fundo, na Matriz Central, o sargento responsável pelo setor logo trabalha com a identificação do solicitante. Conforme a gravidade da denúncia, o alarme do prédio dispara e a guarnição vem conferir o que foi solicitado. Os casos que mais chamados são de ocorrências de incêndio e atendimento a acidente de trânsito com lesão ou trauma.
A identificação é um momento crucial para o trabalho dos bombeiros. Em minutos, quem está atendendo o denunciante precisa saber o nome do solicitante, coletar dados e perguntar sobre o estado de um possível incêndio ou vítima – caso haja. É preciso fazer um resumo para os militares, com o máximo possível de informações.

Enquanto a coleta de informações acontece na linha telefônica, os bombeiros que esperam preparados no plantão do QAP – termo interno utilizado pelos militares com alguns significados -, dentro da central, são acionados. A partir desse momento, os militares correm para o caminhão e tomam suas posições. Na parte interna do transporte está preparado o EPI (Equipamento de Proteção Individual), com capacete, botas, capas, luvas e calças. O motorista do caminhão acessa a sala de informações, retira o bloco com os dados, verifica o mapa – se necessário – e a guarnição parte para a ocorrência. Um misto de agilidade e precisão é fundamental na hora de sair para a rua.

A importância da comunicação
A comunicação faz parte de todo o trajeto da ocorrência dos bombeiros. É constante o uso do serviço de rádio para informar o profissional que não encontra determinado local. Se os militares não conseguem muitas informações de imediato, o telefonista retorna para o solicitante com o objetivo de repassar mais dados para quem já está a caminho. O percurso tem todo um acompanhamento externo por meio da comunicação. O soldado José Maurício dos Santos relata a importância de se comunicar o tempo todo nas ocorrências. ‘’Nosso trabalho envolve bastante a comunicação, é algo importante para nós, dependemos dela para realizar a tarefa da melhor maneira possível’’.

Apesar de quase sempre contribuir, a comunicação pode atrapalhar o serviço dos bombeiros. De acordo com o soldado Santos, às vezes a ligação pode ser um trote, que logo é fácil de assimilar. ‘’Quando a pessoa enrola e não se identifica, logo percebemos que é trote’’, comenta Maurício dos Santos. Em contrapartida, quando a ligação surge de uma criança, e a corporação acredita na veracidade do fato, o telefonista age com cautela para que o menor passe o máximo de informações, ou que repasse a ligação para um adulto.

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Os diferentes tipos de alarmes

O Corpo de Bombeiros de Passo Fundo do prédio central possui dois alarmes. Um para saídas de ambulância e outro para ocorrências com caminhão. Salvamento de animais, incêndios, cavalo perdido em posto de combustível, entre outros casos é saída com o caminhão, pois necessita de maior apoio. No entanto, em acidentes envolvendo trauma e ocorrências criminais na qual há pessoas feridas faz parte do grupo de saída com ambulância. As pessoas responsáveis pelo GAE (Grupamento de Atendimento de Emergência) ficam atentas ao tipo de toque no alarme para saber qual veículo deve se deslocar para a missão.

A dificuldade no trânsito
Para o soldado Maurício dos Santos, a maior dificuldade que as viaturas encontram quando estão se deslocando para o local da ocorrência é o receio dos motoristas em deixar o caminhão passar e levar multa, quando estão próximos ao semáforo com câmera. Mas, para casos específicos como esse, já existe um sistema que identifica quem está colaborando com o veículo dos bombeiros, SAMU, entre outros. O dispositivo na câmera faz um acompanhamento com fotos passo a passo do caminho percorrido.

Apesar de haver algumas falhas e o indivíduo levar a multa, há uma solução para recorrê-la. Quando acontecer do cidadão dar o espaço exigido para a viatura e levar a multa mesmo assim, basta entrar em contato com o quartel e solicitar o requerimento da certidão de ocorrência. Por meio dessa solicitação, a guarnição verifica qual viatura saiu para o incidente, por onde passou e confere os horários. Com a confirmação do encontro entre o veículo e a viatura no semáforo, o Corpo de Bombeiros confecciona a certidão e a pessoa entrega na Guarda de Trânsito para recorrer a multa.

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