Banho Humanizado traz conforto para os recém nascidos
Com a chegada de um bebê, cada momento é único e especial. O primeiro choro ao sair da barriga da mãe, a primeira amamentação no peito, as primeiras trocas de fraldas, o primeiro banho. Mas muitas vezes os pequeninos acabam chorando demais na hora da higiene, causando agonia para os pais. Em janeiro deste ano o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) implantou uma nova técnica para dar banho aos recém-nascidos. Conhecido como Banho Humanizado, além de visar à higiene do bebê, traz tranquilidade, relaxamento e a ausência do choro contínuo.
A enfermeira e especialista materno infantil Franciele Bonkevich explica a importância desta t
écnica que já é o maior sucesso entre pais,familiares e toda a equipe do Hospital. “É considerado um banho que visa não somente à higiene do bebê, mas ao cuidado, ao lado terapêutico que é bastante importante. O banho tem que ser um momento agradável e é isso que proporcionamos com esta nova técnica”, garante.
A técnica surgiu no Japão, e por lá também é chamando de banho do ofurô, pois é dado em baldes, ou banho japonês, que costuma ser em pias. Franciele salienta que, independente de ser no balde ou na pia, o bebê fica enrolado em um pano e é imerso na água até o pescoço, ficando mais aconchegante. O ideal é dar o banho no lugar mais quente da casa em torno de uns 26º. A temperatura da água tem que ser em torno de 37,5º a 38º, dependendo do clima.
Antes da aplicação do banho humanizado, a higiene era feita com panos, numa bacia, onde a criança chorava muito, pois ela se desorganizava. Franciele lembra que nesses casos o bebê perde peso, demora para parar de chorar e, consequentemente, demora para voltar a mamar. Hoje, com a nova técnica de banho, o bebê fica tranquilo, não chora e não se desorganiza. “Tendo esses dois pontos em equilíbrio, a criança não perde peso e se torna um momento mais agradável com toda a família”, conta a especialista em materno infantil.
Os primeiros banhos são dados no Hospital, mas os pais podem continuar com a técnica em casa até os seis meses. Franciele relata que muitas vezes no segundo banho os pais já querem, eles mesmos, participar. “É um momento diferente, onde todos querem participar, tirar fotos, porque dá para fazer isso tudo”, avalia.
Apesar do banho humanizado ser considerado uma unanimidade em termos de benefícios para as crianças, Franciele lembra que aqui no Sul ainda resiste a cultura de receio sobre molhar o umbigo da criança. A enfermeira explica que não vai ser a água do banho que vai render o umbigo da criança ou proporcionar uma infecção, tranquilizando os pais para poderem dar o banho sem medo.
Um banho sem choro e tranquilo, o banho humanizado encanta a todos. Um momento único para o bebê que muitas vezes acaba dormindo durante a técnica e entrando no chamado sono inativo, onde ele tem sensações de estar dentro da barriga da mãe, o que traz conforto e segurança durante todo o banho.
Confira um pouco do banho que trás tranquilidade ao bebê:

