Saber economizar é muito mais que cortar gastos. Economizar com segurança é saber gastar sem prejudicar a renda mensal e ter condições de viver com tranquilidade com algumas economias. Falando assim, parece uma tarefa fácil, sem muitas dificuldades.
Apesar de na teoria parecer fácil, na prática é diferente. O PEIC – Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – aponta que em janeiro de 2014, 63,4% da população brasileira tinha alguma dívida. Desse percentual, segundo a pesquisa, 6,5% não terão condições de pagar essas dívidas. O cartão de crédito aparece como a principal fonte de dívidas. Cerca de 76% dos endividamentos acontece por que as pessoas não conseguem pagar as prestações do cartão de crédito.

A busca pela qualidade de vida, com viagens e lazer, muitas vezes se confunde com a quantidade de gastos mensais, e o que era para ser fonte de prazer se transforma em dor de cabeça. Além disso, as lojas também influenciam atraindo os consumidores com promoções e liquidações. Na tentativa de aproveitar as ofertas, o cliente acaba levando vários produtos e gastando a mesma quantia ou até mais que se os produtos não estivessem em liquidação.
O coordenador de Ciências Econômicas da UPF, Jucemar Zilli destaca que de acordo com uma pesquisa sobre o endividamento em Passo Fundo, 13% dos passofundenses têm dívidas inadimplentes, ou seja, estão há mais de três meses sem conseguir quitar a conta devedora. Zilli cita que as principais dívidas são com carnês, cartão de crédito, financiamento de carros ou imóveis e limite excedido do cheque especial.
Se você encontra um produto que lhe chama atenção e logo é seu objeto de desejo de consumo, mas você não tem dinheiro para comprar, o que fazer? Comprar em 5 vezes no cartão? Comprar a vista e deixar de adquirir outras coisas no mês? Ou fazer algumas economias e comprar somente quando o dinheiro estiver sobrando? A resposta dessas perguntas pode definir se você é um comprador compulsivo ou não.

Quando se tem a sensação que o salário simplesmente desaparece, se deve parar e analisar. Saber quanto se ganha, mas não saber quanto se gasta é a porta de entrada para as dívidas. Especialistas orientam que as dívidas não podem ultrapassar 30% de toda a renda mensal, para não comprometer os gastos necessários durante o decorrer do mês.
A medida preventiva é colocar tudo na ponta do lápis. Anotar todos os gastos, mesmo o cafezinho, faz a diferença para se ter noção de quanto se gasta com as pequenas e grandes coisas, e principalmente, não sair do limite disponível. Dessa forma, se sabe o quanto já gastou e o quanto já passou da conta.
Esse é o caso do administrador Douglas de Lima, que anota todos os gastos. “Eu tenho todas as minhas finanças em uma planilha para não exceder meu orçamento”, conta ele. Teresinha Vargas, que é aposentada, compra só o necessário “o supérfluo a gente não pode comprar, quem é aposentado tem que viver dentro daquele salário”.
Se você que saber mais sobre esse assunto assista o programa Universidade Aberta, produzido pelo Nexjor em parceria com a UPF TV.
