O que você faz com os remédios que não utiliza mais? Muitas pessoas jogam fora de maneira incorreta, o que causa poluição da água, solo, ar e muitos outros componentes da natureza.
Na maioria dos casos, o descarte incorreto acontece pela falta de orientação sobre como eliminar os medicamentos sem prejudicar a natureza ou as pessoas. A estudante de psicologia Pâmela de Oliveira, também se prejudica pela falta de informação. “Eu jogo fora porque não sei o que fazer com eles”, explica ela.
Quando esses medicamentos vão para a rede de esgoto, como por exemplo, os hormônios dos anticoncepcionais, muitas vezes acabam voltando com a água que contém os restos dos remédios. Além disso, quem encontra medicamentos e resolve ingeri-los, como no caso de crianças, pode acabar intoxicado.
Na UPF, a Faculdade de Química estuda uma pequena máquina que seria capaz de diluir os medicamentos e assim acabar com o dilema da contaminação. A coordenadora da pesquisa, Clóvia Marozzin Mistura, explica que este equipamento visa estar ao alcance de todas as pessoas. “A miniestação tem capacidade para ser operada de forma simples e eficaz” conta ela.
Os integrantes da pesquisa planejam que a miniestação para diluir medicamentos seja destinada a farmácias, postos de saúde e hospitais, para que assim as pessoas tenham fácil acesso ao descartar os medicamentos. Depois de passar pela faze de testes e aprovação, esse equipamento, manuseado por pessoas que tenham as orientações corretas, deve estar no mercado.
Enquanto ainda existe dificuldade no descarte, a recomendação é a compra de remédios fracionados, ou seja, somente aquilo que vai ser consumido. Desta forma, muito dos malefícios são evitados e nem as pessoas, nem o meio ambiente saem prejudicados. Algumas farmácias recebem os medicamentos, então esta é a melhor atitude a se fazer quando se tem algum medicamento sem utilidade em casa.
