Alternativa que vem do solo

Esperar que o nível das reservas de água seja restabelecido pelas chuvas deixou de ser a única opção para períodos de estiagem

A maior seca dos últimos 60 anos não trouxe só prejuízos para a região, gerou também reflexões sobre o uso da água e alternativas em períodos de escassez. De questionamentos à respostas como a dessalinização por osmose inversa das águas do Aquífero Guarani para uso como água potável em períodos de estiagem; este processo é estudado na Universidade de Passo Fundo.

No ano de 2012 uma das maiores secas já registradas castiga o Rio Grande do Sul e atinge mais de 300 municípios que decretam situação de emergência. Nas cidades a população conheceu o racionamento e no campo a pouca esperança de quem se mantém da terra murchou junto com as plantações. A única opção era esperar a água vir do céu para normalizar cerca de 80% das fontes de água e poços rasos totalmente secos.  No Conselho Regional de Desenvolvimento, COREDE da região da produção que inclui Passo Fundo, 16 dos 23 municípios entraram em situação de emergência. Em uma destas cidades um poço de mais de 800 metros de profundidade despertou o interesse de pesquisadores. A iniciativa foi de uma empresa de laticínios para ter acesso às águas profundas do Aquífero, com o investimento de cerca de um milhão de reais. O valor despendido não cumpriu o papel para ser usado na produção e hoje a água quente e salgada é usada na limpeza. “No geral perfurar poços que acessem o aquífero na nossa região significa encontrar de 800 a mil metros de solo pela frente, é investimento que custa caro, sobreposto ao custo de tratamento. As características da água da nossa região são indesejáveis, elas saem na ordem de 40 a 50º graus, além de salobras, com sais em excesso e são essas características que a gente quer remover, ajustar para que ela possa ser consumida pela população”. explica o coordenador do projeto Vandré Barbosa  Brião. Alternativa para algumas partes em que o solo determina tais caraterísticas no reservatório subterrâneo encontrado em quatro países, na totalidade de quase 70% no Brasil. “O primeiro passo é coletar a água lá no poço que atinge o aquífero, depois a gente traz aqui pro laboratório, colocamos em um tanque, uma bomba movimenta essa água, passa por um trocador de calor para controlar a temperatura e vai até o filtro. No filtro então pressurizando o equipamento, separa em duas correntes, o que passa pela membrana molecular é a água filtrada, praticamente isenta de sais e o que não passa é a salmora concentrada que vais sendo removida por outra corrente. Fazemos análise ainda das duas para verificar a sucesso do processo. Depois disso elas voltam a ser misturadas em quantidades ideais para ser palatável” complementa o coordenador. “Nós verificamos por exemplo a titutalação, a condutividade, o PH para avaliar se está dentro dos conformes, diz a aluna participante do projeto Laísa Girardelli.

O sistema é bastante aceito, já que o aquífero é abastecido pela água das chuvas de diferentes regiões, não correndo risco de secar. A pesquisa desenvolvida na UPF continua agora para avaliar a viabilidade econômica do sistema.

Assista a reportagem completa em:

httpv://www.youtube.com/watch?v=jplxJZzebpc&feature=c4-overview&list=UUIR0R7T5KX7jK0EWxgLtndg

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