Além do que os olhos podem ver

Na era da imagem, do cinema, da fotografia e da televisão, o ser humano passou a dar maior importância a visão e deixou de lado os outros sentidos, mas você já pensou como é viver sem enxergar?

A falta das imagens e das cores é parte da vida de Flaudio Rodrigues Ribeiro. Ele perdeu a visão por causa da diabetes, há 16 anos, mas não deixa que a deficiência visual atrapalhe a sua rotina. Ele realiza diversas atividades no seu dia-a-dia, mas a maior parte do tempo, Flaudio fica na Associação Passo Fundense de Cegos, a APACE, onde trabalha como tesoureiro.

Antes de perder a visão e começar a trabalhar na APACE, Flaudio era pedreiro e foi ele mesmo que construiu sua casa. Ele contou que no começo foi muito difícil aceitar a perda da visão, mas que depois de um tempo decidiu que não adiantava reclamar da vida, era melhor aproveitá-la.

Se você pensa que a rotina de Flaudio é limitada, está bem enganado. Ele acorda cedo todos os dias e prepara o seu café da manhã sozinho. Entre umas das atividades que ele mais gosta de fazer, é preparar pão. Flaudio é uma pessoa alegre e encanta com o seu sorriso e seu jeito simples.

Para tentar compreender um pouco da vida de um deficiente visual, o Nexjor acompanhou um dia da vida do Flaudio e você pode conferir as fotos registradas a seguir:

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Pensando na acessibilidade e no personagem principal da matéria, o Flaudio, o texto e as descrições das fotos estão disponíveis em áudio. Para você que consegue enxergar, experimente. Sinta além do que os olhos podem ver.

 

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