Greve geral: agricultores vão às ruas!

Agricultores dão exemplo de manifestação pacífica, organizada e democrática. Trabalhadores do campo de Passo Fundo e região foram às ruas, no dia de hoje, 11, por três motivos que, segundo o grupo presente, possibilitam melhores condições de trabalho: contra o emplacamento de maquinários agrícolas, a favor do salário maternidade de seis meses e contra a ocupação de terras pelos indígenas. Buscam nas ruas atenção e solução dos seus problemas.

Por volta das 9h30 min, o protesto iniciou no monumento da Caravela, junto a BR 386, e seguiu por toda a Avenida Brasil. Os manifestantes eram guiados por um grupo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que conduziram a passeata com palavras de ordem e expondo as reivindicações. Para prosseguir pela principal avenida da cidade os agricultores seguiram o caminho em fila, com organizadores sempre solicitando respeito e civilidade. A via pública não foi totalmente fechada, eles decidiram por ocupar apenas a metade da rua, alegando que as suas reinvindicações eram a favor da ordem.

Márcio Cassel, presidente da Sintraf Sarandi e da Fetraf Sul, destacou que nem todos os trabalhadores puderam comparecer na manifestação, mas que a pauta de reivindicações é de conhecimento de todos. Disse ainda, que este é o melhor momento do país para que cada pessoa possa dizer quais são os grandes problemas que afetam sua vida e a sua comunidade. Outro ponto abordado foi a segurança.  Os agricultores alegam que não estão protegidos e que o cenário da agricultura brasileira está corrompido devido a tomada de áreas cultivadas pelos indígenas.

Durante a manhã o manifesto seguiu pelo bairro Boqueirão  fazendo duas paradas, a primeira em frente ao Detran RS – em que foi ressaltado o posicionamento dos agricultores sobre o emplacamento dos maquinários agrícolas – e a segunda, na Avenida Brasil, onde ocorreu o encontro de todos os manifestantes da manhã.  Após o meio dia, os manifestantes seguiriam até a sede da Funai – Fundação Nacional do Índio – no município.

Agricultores carregavam cartazes e entoavam hinos à favor de mudanças.
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