Se você é uma pessoa conectada, certamente já usou um aplicativo ou entrou em um jogo e fez promessas que sairia quando quisesse, passasse de fase, ultrapassasse um amigo. Mas, as coisas não são bem assim. Que atire a primeira pedra quem ainda não viciou em um jogo, especialmente aqueles que são oferecidos em redes sociais.
[stextbox id=”custom” caption=”Jogar por um mundo melhor” float=”true” align=”right” width=”240″]Confira aqui uma palestra da designer e pesquisadora de jogos Jane McGonigal sobre como os games podem melhorar o mundo[/stextbox]
Candy Crush, jogos de vestir, Logo Quiz, Fruit Ninja e Sonic são apenas alguns dos preferidos de Laila Varela. Após passar muitas fases, o jogador precisa da ajuda de Três amigos para liberar os chamados passes – ou passaportes. Os amigos precisam aceitar o convite de passaporte para que a saga continue. “Jogo Candy no mínimo umas três vezes por dia, quando tem passe, Jogo outros enquanto espero,” conta Laila. A designer de moda se diz viciada em Candy Crush. É tanta competição que ela até descobriu um pluggin que permite algumas regalias: “É uma extensão do Mozilla que, quando instalada, deixa o jogo com vidas infinitas e todos os recursos grátis. Abri o Facebook e vi alguém compartilhando o post de um blog sobre isso, achei interessante já que estava de saco cheio de ficar esperando as vidas recarregarem e fui instalar pra ver se funcionava. Depois disso nunca mais parei de jogar.”
O primeiro pensamento da designer ao ligar o computador é jogar, mas ela não é a única. Ethiane Hepp, amiga de Laila, também joga Candy. “Não faz muito tempo que comecei a jogar, mas foi de tanta ouvir a galera falar que resolvi ver o que era.” A estudante de Publicidade e Propaganda já foi viciada em Fruit Ninja e brinca que substituiu o vício desse jogo com a saga de doces explosivos: “Na verdade, a gente nunca cura um vício, só troca por outro.”
A facilidade de acesso que muitos têm colabora para que aplicativos e jogos sociais possam ser atualizados de qualquer lugar. “O que mais vicia no jogo é quando você pode ver a pontuação dos amigos. Eu passo dias e noites jogando para bater todo mundo,” conta Laila, que admite ser dependente do Instagram para postar fotos.
“Check-in todo tempo, toda hora”
A frase acima foi usada por Tayza Fogali para explicar o vício em Foursquare, aplicativo em que os usuários competem com os amigos fazendo check-in nos lugares que frequentam, valendo pontos e conquistas de prefeituras. Júlio Ferreira já foi prefeito da casa de um amigo e diz que só sentiu dificuldade com a prefeitura da Faculdade de Artes e Comunicação da UPF, lugar que não conquistou a posição desejada porque está sempre trocando de prefeitos. Júlio e Tayza disputavam prefeituras no aplicativo, até o estudante exclui-lo. “O pessoal fazia check-in em tudo, até em banco da praça,” explica Tayza, que abandonou o Candy Crush e agora cuida de Pou, personagem do aplicativo Talking to Pou. Os dois estudantes de publicidade concordam que a influência dos amigos conta muito antes de começar um jogo.
Por indicação ou vontade de preencher um tempo livre, alguns jogos repetem fórmulas, incentivam a competição, raciocínio lógico e interação. Confira no infográfico abaixo o Top 5 dos mais viciantes.
