Eles contariam o que o Brasil e a Noruega tem em comum; por exemplo, os autores mais retirados do acervo bibliográfico da UPF
Uma universidade constituída por mais de vinte mil alunos; outro número, superior a 200 mil exemplares físicos, expressa um acervo dez vezes maior. Fontes de conhecimento, usados para pesquisa ou entretenimento, eles passam pelas mãos de milhares e milhares de pessoas durante a vida útil. Mas o que estimula a busca por eles? Desde o ano passado a Rede de Bibliotecas da UPF disponibiliza na sua página on-line os livros mais emprestados nas matrículas dos usuários; isso significa dizer que além da consulta e manuseio no local, eles foram levados para lugares inimagináveis, por pessoas diferentes.
O ranking dos preferidos para uns ou necessários para outros, está separado em dois perfis: ficção e não-ficção. Segundo a bibliotecária Daniele Monteiro, os dados dos campeões em procura, continuam os mesmos desde o início do ano. No último mês o livro de Semiologia Médica com essa mesma alcunha, destinado à acadêmicos das áreas da saúde foi emprestado 238 vezes. Já o livro ficcional O Mundo de Sofia foi levado para confins particulares 26 vezes. Respectivamente os autores, brasileiro Celmo Celeno Porto e norueguês Jostein Gaarder, superam outros renomados como Cecil/Goldman/Ausiello, também das ciências médicas e Sílvio de Salvo Venosa, das jurídicas; da área ficcional ficam para trás Paulo Coelho, Machado de Assis, William Shakespeare, George Orwell e Érico Veríssimo, por exemplo. Ambos mais buscados, eles tem o ser humano nas brochuras nada modestas.
O complexo existencial de forma interessante

O livro O mundo de Sofia foi publicado em 1991 e chegou ao Brasil quatro anos depois. Um sucesso imediato principalmente entre o público jovem. A obra narra a história de uma adolescente que recebe bilhetes desconhecidos sobre questões existenciais. No decorrer do romance as questões vão envolvendo o leitor. É este fato de tornar a reflexão filosófica complexa algo interessante que atrai principalmente os mais novos, que normalmente não se interessam por Filosofia, afirma o coordenador do curso Luís Francisco Fianco Dias. “A obra tem uma capacidade de servir como porta de entrada para a ciência” afirma ele, também se referindo á indicação do livro aos alunos do curso.
A complexidade física humana esclarecida em páginas

O livro Semiologia Médica inicialmente publicado pelo autor brasileiro Celmo Celeno Porto, hoje é republicado de forma colaborativa; o resultado são seis edições que são consideradas bastante completas por estudantes da área da saúde. A aceitação é maior por parte dos alunos de Medicina, para quem o professor da disciplina de Semiologia Médica, Gilberto Oliveira, indica o livro. “Trata-se de um livro muito prático a quem está começando o estudo da iniciação ao exame clínico. Temos inclusive professores da Universidade que fizeram parte de capítulos sobre seus conhecimentos”. Através dele, alunos conhecem os sintomas e sinais que as doenças apresentam e se aprofundam no que há de mais recente em conhecimento, inclusive com a semiologia mais moderna, baseada em evidências.

