4ª edição do concurso Primeira Pauta desbrava o solo gaúcho na caça por novos Tintim’s
Curioso, decidido e incorrigivelmente obstinado a promover mudanças. Assim é Tintim, um repórter que surgiu na mente do belga Hergé, no ano de 1929. Se já não tivesse o título de repórter, seria possível imaginar que Tintim é um desses estudantes de jornalismo com sede por novidades, mas ele não é. Sua personalidade, no entanto, está carimbada em milhares de estudantes espalhados por aqui e pelo mundo.
Em busca dos que estão por aqui, o Jornal Zero Hora promove a 4º edição do concurso Primeira Pauta.
A proposta é simples: se você é estudante de jornalismo, em uma faculdade gaúcha, e está entre o 1º e o 7º semestre responda a pergunta “que impacto as plataformas digitais têm na profissão de jornalista?” e aguarde. Dentre todo o estado, dez serão escolhidos para enfrentar a segunda fase: outro tema é sugerido e cinco acadêmicos se encontrarão na grande final. O prêmio pela jornada é acompanhar um jornalista experiente, desde o planejamento até a realização da reportagem, em uma grande cobertura jornalística.
Marilei Pessati se formou em 2011 no curso de Jornalismo, da UPF e apostou na oportunidade: se inscreveu, respondeu o que esperava de um jornal e chegou à penúltima fase do processo. “Não ganhei o concurso, mas com certeza a participação abriu algumas portas e viabilizou contatos profissionais. O Primeira Pauta só acresceu à Marilei como pessoa, como acadêmica e como profissional”, afirma. Escolhida pelo júri e por votação popular, Marilei destaca que sua participação foi de grande valia para a fixação do conteúdo desenvolvido em sala de aula: “Participar de iniciativas que envolvam o teu conhecimento acadêmico são sempre relevantes. O concurso me possibilitou testar na prática aquilo que a universidade estava me fornecendo como modelo de mercado de trabalho”. Os últimos três vencedores acompanharam, respectivamente, uma expedição de duas semanas pela Lagoa Mirim – na fronteira do Brasil com o Uruguai -, a cobertura do resgate dos mineiros no Chile e a cobertura do jogo entre Internacional e Juan Aurich, pela Copa Libertadores, no Peru. Se ainda não for o suficiente para animar os estudantes de jornalismo a se inscreverem, fica a dica: os três trabalham, hoje, no grupo RBS.

O concurso não poderia, aliás, ter nenhum outro nome. Além da intenção óbvia de ser, de fato, a primeira pauta do estudante, o nome indica que a oportunidade não é um terreno plano. Talvez se equipare ao primeiro degrau de uma escadaria. Mateus Rodighero, além de professor na Universidade de Passo Fundo é jornalista da RBS da cidade e entrou na empresa através de um programa de trainee. Para ele, o acadêmico que tem no currículo experiências assim é muito valorizado. “Nos veículos de comunicação, programas de treinamento são muito bem vistos. Quem entra por um programa desses tem um bom prestígio e, nesse caso, é apenas uma primeira experiência. Pode ser um bom cartão de visitas”, ressalta. Existem, ao todo, 21 faculdades no estado, mais de 4 mil estudantes dedicados à comunicação. A oportunidade convida os acadêmicos a deixarem de lado os cadernos, a cadeira e a classe para assumir o gravador, o bloquinho e a página em branco do Word. Fábio Rockembach, professor das disciplinas de Redação, Reportagem e Planejamento Gráfico da UPF, aposta no Primeira Pauta como oportunidade de enxergar além das paredes da Universidade: “É importante ter a possibilidade de sair do reino de faz de conta da faculdade e aspirar a uma coisa maior, mesmo que todo mundo que esteja concorrendo contigo seja estudante. O aluno passa a ter uma visão de fora de pessoas que ele não conhece sobre o que ele está fazendo, sobre o seu texto e maneira de produzir”. Além de conhecer sobre a própria produção, o estudante é chamado a viver a pauta.
Marilei, assim como Tintim, buscou uma mudança, mesmo que ainda não saiba responder exatamente sobre isso: “O que mudou? Não sei, eu mudei, algumas coisas mudaram, mas ainda acredito que se há uma forma de mudar a visão e a atitude da sociedade é no acesso à informação e será baseada na forma como essa informação gerará interpretações baseadas em discernimento e senso crítico”, conclui. Tintim é, também, um viajante. Em busca da notícia e da informação, ultrapassa fronteiras físicas, impostas pela sociedade ou pelo próprio medo. Esta última, mais difícil de ser transpassada. Tintim não tem um concurso como o Primeira Pauta que o convoca a encarar os próprios paradigmas. Você, estudante de Jornalismo, tem.
[stextbox id=”custom”]As inscrições acontecem até 30 de junho, no Blog do Editor. Preencha a ficha de inscrição e responda à pergunta: “Que impacto as plataformas digitais têm na profissão de jornalista?” Acesse o Facebook do concurso para mais informações.[/stextbox]
