Em resumo, Batman: Arkham City ultrapassa o predecessor, tornando-se a adaptação definitiva de super-heróis
Em 2005, o diretor Christopher Nolan deu um reboot no homem-morcego com Batman Begins. A superioridade da nova leva de filmes ficaria bem clara com o lançamento de O Cavaleiro das Trevas, em 2008, que colocou Bruce Wayne frente a frente com seu maior vilão, o Coringa – interpretado de maneira insuperável pelo falecido Heath Ledger. Nos games, a história não poderia ser diferente.
O cavaleiro das trevas ressurgiu em 2009 com o lançamento do excelente Batman: Arkham Asylum. Desenvolvido pela Rocksteady Studios, Asylum foi o primeiro jogo digno e à altura do ícone que Batman representa na mitologia dos super-heróis e no universo da cultura pop em geral. Apesar do sucesso, a lenda seguiria vigilante nas ruas da sombria Gotham. Em outubro deste ano, Batman: Arkham City saiu para Xbox 360, PS3 e PCs – sairá também para WiiU – melhorando em todos os quesitos o que já era ótimo.
Os principais vilões estão presentes: Pinguim, Duas-Caras, Harlequina, Hera Venenosa, Bane, Senhor Frio, Hugo Strange, Victor Zsasz, Charada, Chapeleiro Louco, Cara-de-Barro e o lendário Coringa dão as caras durante as aproximadas 15h de gameplay no modo história. Mas, se o modo história é relativamente curto, o aumento da quantidade de missões paralelas dá mais fôlego ao game, sem contar as fases com Mulher-Gato e Robin, disponíveis por DLC (downloadable content).
O número de troféus do Charada também aumentou, e estão mais difíceis de serem coletados do que no jogo anterior. Após o término da campanha principal, o modo Vingança do Charada estende o gameplay em consideráveis horas, além da Série Mulher-Gato. Ele é dividido entre desafios de rankings (espécie de survival), campanhas (situações onde o que vale é a estratégia) e desafios personalizados (crie as variáveis da sua fase).
“I’m Batman!”
Você começa o jogo como Bruce Wayne, preso por Hugo Strange no Arkham Asylum. Na trama, vários bairros foram isolados do resto de Gotham pelo prefeito, dando forma a uma prisão gigante chamada de Arkham City. A ideia era isolar todos os criminosos, mas o local foi sitiado pelas brigas de gangues e ficou nas mãos de Strange, que jogou inocentes e asilados políticos dentro. De um jeito ou de outro, ele escapa do local e com a ajuda do fiel Alfred recupera seus equipamentos e se torna o maior pesadelo dos criminosos da cidade.
Arkham City não é a primeira aventura de Batman na nova geração. CLIQUE AQUI para conferir a resenha do primeiro jogo, Arkham Asylum [/stextbox]
Sentir-se de verdade na pele do Batman é a melhor experiência que Arkham City traz ao jogador. Planar entre os bairros, dependurar-se nas gárgulas ou nos prédios mais altos para analisar o terreno, sair das sombras para surpreender um grupo de criminosos, tudo isto dá a sensação de realmente estar naquela situação, vestindo a capa, a máscara e o fardo. Alias, planar está muito mais divertido; você pode cruzar o cenário inteiro sem colocar os pés no chão.
O sistema de combate foi incrementado com novos combos e a possibilidade de usar equipamentos durante os golpes. Mesmo contra vários inimigos, o combate fica cadenciado com a sequência certa de botões, sem ficar demasiadamente fácil ou difícil. E claro, para honrar a alcunha de melhor detetive do mundo, o modo detetive segue essencial para os momentos stealth para calcular os passos contra hordas de inimigos e especialmente eficaz no confronto contra os chefes.

O visual e a ambientação foram outros fatores que melhoraram bastante a imersão no game. Os cenários trazem detalhes que dão um toque especial na história, como a campanha eleitoral de Harvey Dent espalhada pelas ruas sujas e escuras. Os gráficos de Asylum já eram ótimos, mas ficaram mais refinados e detalhados. Apesar do jogo se passar em um falso mundo aberto, Arkham City é um universo bastante vasto. Muito longe do tamanho de um Grand Theft Auto, mas existem centenas de missões para completar.
2011 foi repleto de grandes jogos como Skyrim, Modern Warfare 3, Battlefield 3 e Portal 2, mas, no gênero aventura, ninguém está à altura do cavaleiro das trevas. Ampliando o cenário, os modos de jogo, o tempo de gameplay, os desafios e principalmente, aumentando a diversão, Batman: Arkham City é disparado a obra suprema de um super-herói nos videogames e o melhor jogo de 2011.
httpv://www.youtube.com/watch?v=XNDpxT4dslI
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