Saúde e tecnologia: amigos ou inimigos?

A praticidade das novas tecnologias traz consigo uma dependência que pode até precisar de tratamento

Não precisa ir muito longe para perceber o quanto a tecnologia está inserida na sociedade contemporânea, muito pelo contrário: basta olhar para o lado e ver dezenas de pessoas manuseando seus smartphones, iPhones, tablets e interagindo umas com as outras através das redes sociais. Impossível negar que a praticidade oferecida pelos novos meios de comunicação facilitou – e muito – a nossa vida. Mas nem só de benefícios vive a era cibernética: o uso excessivo de tecnologia pode trazer sérios riscos à saúde.

Para se ter uma ideia, um hospital em Londres criou um serviço de atendimento voltado para jovens viciados em tecnologia . O tratamento busca ajudar aqueles que não conseguem se desconectar e pode incluir o isolamento do paciente, que pode passar até um mês em um quarto sem acesso a computadores. O psiquiatra Richard Graham é quem lidera o serviço no Capio Nightingale e garante que o vício pode levar até a morte. Segundo ele, a dependência é agravada pelo uso das redes sociais, nas quais existe uma pressão do grupo para que o usuário esteja sempre online. Os custos desse tratamento podem ser equivalentes ao de uma internação para um dependente químico.

 Já o jornal The New York Times chama a atenção para as pessoas que acessam diferentes tecnologias enquanto praticam alguma atividade física. Segundo a reportagem, nas academias ou em outros lugares, as pessoas usam celulares e outros aparelhos eletrônicos para realizar seus exercícios físicos e, assim, ter um antídoto contra o tédio. Os aparelhos celulares, por exemplo, possuem acesso rápido à internet e auxiliam os usuários a se distraírem durante as atividades que estão realizando. Contudo, cientistas descobriram um efeito colateral: enquanto as pessoas mantêm seus cérebros ocupados com o mundo digital, estão desperdiçando o tempo de inatividade que lhes permitiria melhorar o aprendizado, lembrar informações ou ter novas ideias.

Essa teia tecnológica é tangida por denominações que buscam classificar as relações entre o homem e a máquina. De um lado, os tecnofílicos, que vivem ao redor das novas tecnologias e não conseguem dissociá-la de uma vida social bem-sucedida. A dependência da comunicação é vista, na maioria dos casos, nos adolescentes, que usufruem de uma second life através dos perfis nas redes sociais. Do outro, a tecnofobia é responsável por englobar aqueles que preferem não aderir aos avanços tecnológicos, por acreditar que eles prejudicam a sociedade. Os tecnofóbicos não reconhecem a necessidade de utilizar a tecnologia, considerando que algo ruim pode acontecer caso decidam usá-la.

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Na Internet

O site Dependência de Internet foi criado para ajudar dependentes tecnológicos a esclarecerem dúvidas. Segundo a definição da página, a dependência da internet manifesta-se como uma inabilidade do indivíduo em controlar o uso e o envolvimento crescente com a internet e com os assuntos afins, que por sua vez conduzem a uma perda progressiva de controle e aumento do desconforto emocional.

Entre os tópicos listados, o usuário pode conhecer o programa de atendimento, ler orientações, acessar vídeos e artigos sobre o assunto e realizar testes. De acordo com a pesquisa apresentada no site, 7% das pessoas que utilizam o computador são viciadas em internet.

httpv://www.youtube.com/watch?v=lrUuymnOndI

[stextbox id=”custom” caption=”TESTE: Você é viciado em internet?”]

O teste com as perguntas abaixo foi desenvolvido pelo psiquiatra Richard Graham, do hospital Capio Nightingale. Ele afirma que, se responder “sim” a mais de cinco alternativas, é possível que você tenha problemas com a tecnologia.

1 – Você fica online mais tempo do que gostaria, com cada vez mais frequência?

2 – Você ignora e evita seu trabalho e outras atividades para passar mais tempo conectado?

3 – Você checa com frequência mensagens e e-mails antes de algo que precisa fazer, às vezes, até se atrasando para refeições?

4 – Você se irrita se alguém o interrompe quando está tentando fazer algo online ou no seu telefone?

5 – Você prefere passar tempo com pessoas na internet a encontrá-las pessoalmente?

6 – Quando está offline, você pensa muito sobre quando conseguirá se conectar novamente?

7 – Você discute ou se sente criticado por amigos, parceiros e parentes sobre a quantidade de tempo que passa online?

8 – Você se empolga com a expectativa de ficar online e também pensa antecipadamente sobre o que fará quando estiver conectado?

9 – Você prefere atividades na tela a sair e fazer algo diferente disso?

10 – Você esconde ou fica na defensiva sobre suas atividades online?

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