Arteterapia: a busca pela plenitude interior

A criatividade e a espiritualidade aplicadas á arteterapia foi tema da aula inaugural da especialização em Arteterapia

A aula inaugural da especialização em Arteterapia da Universidade de Passo Fundo foi ministrada pela Doutora em Teologia, Maria Glória Dittrich, artista plástica, filósofa, mestre em educação, doutora em teologia e hoje é professora da Universidade do Vale do Itajaí nos cursos de Mestrado em Saúde e Gestão do Trabalho e Mestrado em Ciências Políticas, nos cursos de Psicologia e de Enfermagem, além de ser professora da Faculdade São Luiz no curso de Filosofia. Na oportunidade, Maria Glória lançou seu livro “Criatividade, Espiritualidade e Cura”.

Buscando exemplificar as funções da arteterapia e os modos de trabalho, Maria Glória iniciou contando como aplicou a arteterapia em um jovem com paralisia cerebral. O jovem chamado Ricardo tinha todo o corpo paralisado e não falava. Durante um ano e dois meses, ele recuperou os movimentos e a fala praticando arte, fazendo pinturas em tela e trabalhando os mantras. Através dos exercícios nas mãos e braços e com o uso da música, o jovem pode pintar sem dificuldades, e com uma obra de pontilhismo francês ganhou um prêmio no Salão da Arte de São Paulo.

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O psiquiatra Viktor Emil Frankl foi uma das bases dos estudos de Maria Glória, uma de suas fontes de informação para colaborar no tratamento de Ricardo. Frankl foi um médico e psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência.[/stextbox]

Usando de fatos do cotidiano como os motivadores de estresse e depressão, mostrou que a função da arteterapia é curar o indivíduo espiritualmente. A vivência arterapêutica e eco-espiritual nasce desde a profundeza abissal do corpo-criante, o corpo humano. Cada criador na sua organização (interna) inicial, trás seu BIOS (vida). Fazendo com que a emergência da criatividade cósmica criativa se manifeste na maneira de ser do corpo-criante nas relações consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com o transcendente.

A relação entre o ser humano e a arte se mostra muito próxima, como na luz e na sombra, na cor e no movimento, na energia. A obra de arte é um conjunto desses elementos em sua forma densa e sutil, assim como é a forma humana de viver.

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