Especial Woodstock: o festival que reescreveu a história da música


Na semana
em que o Festival de Woodstoock comemora 42 anos, o Núcleo Experimental de Jornalismo relembra um pouco dos shows que marcaram o final dos anos 60

Reconhecido mundialmente como grande marco na história da música, o Festival de Woodstock reuniu 32 dos mais conhecidos artistas da época em uma apresentação ao ar livre entre os dias 15 e 18 de Agosto de 1969, nos Estados Unidos. A representação da era hippie e da contra-cultura do final dos anos 60 e início dos 70 teve como palco uma fazenda na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York. No ano seguinte, foi lançado o documentário “Woodstock”, reunindo os melhores momentos do festival. (O documentário pode ser conferido na íntegra aqui)

Um pouco de história…

Os idealizadores do Woodstock Music & Art Fair foram Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld. Eles se reuniram para discutir a criação de um estúdio de gravação em Woodstock, mas a proposta inicial logo acabou evoluindo para um festival de arte e música ao ar livre. Apesar de arriscado, o investimento trouxe retorno. As lojas de discos e a área metropolitana da cidade se tornaram pontos de venda dos ingressos, que custavam cerca de 75 dólares – nos atuais valores – se fossem comprados antecipadamente. Segundo o site da BBC de Londres, aproximadamente 186.000 ingressos foram vendidos e os organizadores do festival estimavam que o público total seria de 200.000 pessoas. Contudo, a infraestrutura do local não foi capaz de atender a demanda: mais de 500.000 compareceram à fazenda, derrubaram as cercas e tornaram o evento gratuito. O resultado dessa “superlotação” era previsível: congestionamento nas vias de Nova York, falta de saneamento e primeiros socorros, condições precárias de higiene e  comida racionada.

Curiosidades

Apesar da reconhecida pacificidade, fatalidades foram registradas durante o festival de Woodstock. De acordo com o artigo publicado no The New York Times, um jovem não identificado morreu vítima de overdose de heroína – única morte apesar dos 400 atendimentos médicos realizados durante os dias do festival. Além disso, foram registrados dois partos (um em um carro preso no congestionamento e outro em um hospital) e quatro abortos.

1º Dia de Festival: Sexta-feira, 15 de Agosto de 1969

[stextbox id=”custom” caption=”Richie Havens”]

Richie Havens: Nascido em Nova York, o cantor abriu o Festival de Woodstock. Tocou até ficar sem músicas e acabou improvisando uma versão de “Motherless Child” – acrescentando, repetidamente, a palavra “freedom”. Esta versão se transformou em sucesso internacional após o lançamento do filme Woodstock. [/stextbox]

[stextbox id=”custom” caption=”Sweetwater”]

Sweetwater: Banda de rock and roll norte-americana que ficou conhecida por ter sido a primeira a tocar (depois do cantor solo Richie Havens) no Festival de Woodstock em 1969. Uma de suas canções mais conhecidas é “Motherless Child“. [/stextbox]

[stextbox id=”custom” caption=”The Incredible String Band”]

The Incredible String Band: Considerados pioneiros no estilo psych folk, a banda acústica escocesa formou, nos anos 60, uma base de fãs entre o movimento de contra-cultura britânico. [/stextbox]

[stextbox id=”custom” caption=”Bert Sommer”]

Bert Sommer: Músico estadunidense que gravou o single And Suddenly/Ivy, Ivy (1967) como vocalista da banda de rock barroco The Left Banke, antes de seguir carreira solo. Diferente dos outros artistas que se apresentaram no primeiro dia do festival, a carreira de Bert não avançou, fazendo com que ele permaneça até hoje como um artista cult. [/stextbox] [stextbox id=”custom” caption=”Tim Hardin”]

Tim Hardin: Compositor e cantor de música folk. Participou da cena musical de Greenwich Village nos anos 60 e teve seu primeiro álbum lançado em 1966 pela Verve Records.[/stextbox]

[stextbox id=”custom” caption=”Ravi Shankar”]

Ravi Shankar: Pai de Norah Jones, famosa artista contemporânea de jazz, e de Anoushka Shankar, a quem ensinou a arte do sitar, Shankar gravou um disco produzido por George Harrison, o “Chants of India”. [/stextbox] [stextbox id=”custom” caption=”Melanie”]  Melanie: cantora e compositora norte-americana, começou a tocar e cantar em clubes de música folk no Greenwich Village. Melanie tocou euma noite chuvosa do festival, para meio milhão de pessoas, e dessa sua experiência veio a canção Lay Down (Candles in the Rain), inspirada pela visão da multidão acendendo velas e isqueiros na escuridão durante sua apresentação. [/stextbox]

[stextbox id=”custom” caption=”Arlo Guthrie”]

Arlo Guthrie: Filho de Woody Guthrie, é um cantor e compositor norte-americano de folk. É ffocado em canções de cunho social, sendo “Alice’s Restaurant” (que mais tarde virou filme de mesmo nome) a mais famosa delas. [/stextbox]

[stextbox id=”custom” caption=”Joan Baez”]

Joan Baez: Cantora norte-americana de música folk, conhecida por seu estilo vocal distinto e opiniões políticas apresentadas abertamente. Tocou em Woodstock, em uma época em que estava inteiramente envolvida na luta contra a Guerra do Vietnã. [/stextbox]

O perfil dos artistas foi escrito com o auxílio do site Wikipedia.

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