Muitos não sabem, mas a origem etimológica do termo ‘assassino’ não descende diretamente do ato homicida. Sua procedência histórica vem do clã secreto Hashshashin – ou Hassassin, como preferir –, que significa literalmente “adeptos do haxixe”. Situados na antiga Pérsia, nos tempos das Cruzadas, eles eram especialistas em missões furtivas e exímios matadores, que se mesclavam com maestria entre as sombras e a população. Após as missões, eles se reuniam em seus templos e usavam drogas para comemorar o sucesso delas. Mas os assassinos Altaïr e Ezio crêem que as mortes causadas por seus punhos são, de fato, para um bem maior.
Na verdade, Assassin’s Creed começa em 2012, quando descobrem que Desmond, um pacato barman, é descendente da linhagem Hashshashin. Uma máquina chamada ‘Animus’ consegue recriar as vidas passadas de alguém através do DNA. Mas esse é apenas o ponto de partida. Misturando um pouco de genética e futurismo com história, ação furtiva e o conceito de universo aberto, o foco em AC é o clima épico, além da breve aula sobre Idade Média.
Os games são ambientados entre os séculos XII e XV, recriados em gráficos excelentes, tanto na máquina da Sony quanto na da Microsoft. O primeiro episódio se passa em 1191, nas cidades de Jerusalém, Damasco e Acre. Altaïr, um dos melhores soldados do clã – que tem como principal inimigo os Templários –, falha numa missão e é rebaixado pelos superiores. Para voltar ao seu antigo posto dentro do grupo, ele precisa realizar nove assassinatos na Terra Santa. Já AC 2 acontece na Itália, em 1476, na época do Renascimento. Agora o protagonista é Ezio, um novo rapaz de origem nobre que acabou virando um Hashshashin – e que também é descendente de Altaïr.
AC tem elementos de GTA – mundo aberto, você pode escolher entre fazer as missões principais e secundárias, ou então ficar passeando pelas fases –, Metal Gear Solid – a furtividade, o modo stealth – e do Age of Empire – a temática com povos antigos. Em AC você consegue usar tudo que o rodeia como auxílio para completar a missão: pode-se misturar entre a população, escalar casas, torres e castelos, se esconder na escuridão e até nos montes de feno, por exemplo. Para os assassinatos, uma boa variedade de armas está disponível: facas, espadas e até lâminas escondidas no pulso. Porém, o jogador precisa cuidar o nível de notoriedade que Altaïr/Ezio atraem, caso contrário eles serão procurados pela guarda “policial”, dificultando muito o cumprimento dos assassinatos. Vários minigames e missões alternativas, como a captura das bandeiras, aumentam consideravelmente o tempo de jogatina.

Um adventure-action-stealth ambientado na antiguidade. Entrar na pele de um habilidoso assassino no meio da Idade Média, revisitar grandes momentos históricos como as Cruzadas e o desafio de ser um completo fantasma torna a franquia dos assassinos em um divertido entretenimento. Assassin’s Creed é título para se ter na coleção, numa estante de jogos, tal quais livros de história antiga.
