O sol bate no chão sem piedade, fervendo o asfalto. O dia está bonito, não há sinal de uma nuvem do céu, perfeito para a prática do automobilismo. Vários carros bufam ferozmente com suas centenas de hp, todos alinhados formando o grid de largada. Pé cravado no acelerador e os olhos atentos no sinal. As luzes vermelhas se apagam, o barulho fica ensurdecedor, o cheiro de borracha queimada invade a arquibancada e a velocidade toma conta de todos os presentes! Foi dada a largada, pegue o controle e se ajeite no sofá, pois a corrida já começou.
Em meados de 1997, os jogos de corrida mudaram drasticamente. Foi neste ano o lançamento de Gran Turismo, game que redefiniu um gênero, atingindo todos os jogadores e até outros consoles. Exclusivo da Sony e produzido pela Polyphony Digital, GT figura entre as franquias mais vendidas de todos os tempos – aproximadamente 60 milhões de unidades vendidas, de acordo com notícia dada semana passada na Gamespot. Gran Turismo 5, que será o próximo lançamento, está beirando o custo de 80 milhões de dólares na produção, tornando-se assim o segundo jogo mais caro da história, perdendo apenas para os U$ 100 milhões de Grand Theft Auto 4. Mas ainda em 2008 foi lançado o GT5 Prologue, apenas uma amostra do que está a vir, deixando desde então os fãs angustiados pelo quinto episódio.
Desde os tempos do bom e velho Playstation, o que mais impressiona e chama a atenção em GT é o realismo, principalmente nos carros. Ver o replay da corrida era tão divertido quanto jogar. Apoiado por praticamente todas as montadoras famosas – e agora contará com Ferraris no elenco, já que a scuderia italiana ainda era inédita no jogo – de todos os continentes, passando pela japonesa Mitsubishi, a francesa Peugeot até a norte-americana Ford. Os autos são reproduzidos nos mínimos detalhes, desde os retrovisores e maçanetas até as rodas e acessórios. Além da parte gráfica, o realismo também existe na jogabilidade. Cada carro tem suas nuances, suas manhas e peculiaridades. Uns são pesados, outros mais rápidos, outros seguram melhor na curva, enfim, tudo muito realista.
Também estão presentes modelos clássicos e lendários, como o FORD T Tourer, comercializado em 1915. No GT 4, para PS2, outra nave que merece um destaque é o Toyota 7 Race Car, de 1970, que diga-se de passagem lembra muito o carro do Speed Racer. Voltando ao PSX, em GT 2, o carro lendário era o Suzuki Escudo, dono de uma potência e aceleração inacreditáveis.
Assim como as cobiçadas máquinas, os circuitos reais são reproduzidos com uma perfeição invejável. Em todas as edições os produtores tiveram o cuidado em retratar fielmente os circuitos de cidade, respeitando até a geografia das pistas. Metrópoles como Roma e Tóquio viram palco para as velozes batalhas, assim como autódromos oficiais – Laguna Seca e as ovais da Nascar, como exemplo. E já que as pistas são verdadeiras, você pode disputar uma Le Mans 24 horas, Daytona 500 e outras corridas famosas.
O modo história oferece a possibilidade de ir evoluindo como em uma carreira de piloto mesmo. Você pode fazer diversos upgrades e tunnings nos carros adquiridos, sempre nas lojas oficiais das montadoras. Mas antes de tudo, para ingressar nessa modalidade é necessário fazer as licenças, como na vida real. À medida que se sobe de nível nas carteiras, o jogador é habilitado a participar das dezenas de provas e campeonatos existentes.
Correr nunca foi tão veloz e tão realista quanto em Gran Turismo. Ele foi o responsável por elevar os games de corrida para um patamar superior, servindo de inspiração para praticamente tudo que veio após, se tratando de quatro rodas. Considerando o que já foi visto na série e os cavalos de potência do PS3, Gran Turismo 5 deveria vir com um capacete incluído. Mas não se esqueça do cinto de segurança.
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