#OcupaProtásio: Movimento Pela Educação

Por: Daniel Rohrig e Gabriela Schlotfeldt

As luzes estão bem acessas dentro da escola estadual Protásio Alves, alunos entram e saem pelo portão em frente à escola. Essa movimentação poderia ser confundida com um dia normal de aula, se não fosse pela faixa pendurada em frente ao colégio indicando “Protásio Ocupado”.

A escola, que conta com aproximadamente 1.200 alunos, foi a quarta instituição a ser ocupada em Passo Fundo. O movimento teve inicio na terça-feira, 17 de maio, quando junto com o Grêmio Estudantil, os estudantes deram inicio à ocupação do local. À noite, posam na escola alunos do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio, que acompanhados por professores e responsáveis, buscam uma alternativa melhor para o cenário da educação na cidade.

mini protásio

O Que Eles Pedem

Dentro da instituição, se consegue perceber a agitação logo de inicio. São alunos que saem para buscar algo, que começam a se ajeitar para a noite de ocupação. Quem nos recebe em meio a isso, é a secretaria geral do Grêmio Estudantil, Brenda Sampaio, que nos apresenta a escola, e explica como o motivo de terem aderido ao movimento. “A principal pauta, é a questão da privatização, a privatização das escolas públicas, isso é o que esta motivando a nossa ocupação e do estado inteiro”, explica Brenda ao falar da reivindicação que está presente em todas outras escolas contra a aprovação do Projeto de Lei nº 44/2016.

Outro protesto é com a relação da estrutura e acessibilidade do Protásio. Eduarda Terres, secretaria de relações sociais do grêmio, comenta que há situações de salas de aulas pequenas demais para suportar o número de estudantes de cada série, o espaço é apertado. Na escola, ainda há um aluno com deficiência, mas as escadas o impedem de uma circulação melhor pelo lugar, “então teria que ter algumas modificações, adaptações para ele, não há nenhum professor para acompanhá-lo”, aponta Eduarda.

Organização na Ocupação

Ao entrar no movimento, os estudantes além de tomar as medidas necessárias para manter uma organização, também se reuniram e avisaram os pais. Aqueles que posam na escola ficam em dormitórios feitos nas salas de aulas, que são separados entre meninas e meninos, e sempre com a presença dos professores. Na cozinha, os alunos contribuem com os alimentos e recebem doações, além de contarem com a ajuda dos pais e responsáveis no preparo das comidas.

Ainda há um sistema de troca e apoio entre as escolas. Enquanto conversávamos com os alunos, logo o celular de um dos alunos recebeu a mensagem que os estudantes da escola Eulina Braga, primeira a ser ocupada na cidade, iriam vir para trazer um pouco da comida de lá, para o Protásio. Eduarda explica que essa interação entre as escolas é comum, já que todas buscam a mesma causa e veem na união a forma de manterem o movimento, assim sempre que sobra algo em uma instituição é repassado para outra que vai precisar.

Atitudes e iniciativas assim se estendem pelo estado, pela cidade, e são elas que demonstram a força na voz dos estudantes. Eles pedem melhorias, pedem um novo olhar para a educação, e assim como outras escolas, o Protásio Alves está cheio de alunos motivados a buscar esses pedidos.

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