Os representantes do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro (GEENAV) procuraram os professores e a direção para saber quais eram as possibilidades de ocupar a escola. Com a aprovação, a busca foi pelos demais estudantes. Reunidos no auditório da escola, em um ambiente de debate sobre a educação estadual, os alunos elaboraram as pautas que serviriam para consolidar a ocupação na escola.

18 de maio
Na hora da votação foi quase unanime a vitória da proposta. A partir disso, os membros do Geenav deram orientações sobre o movimento e entregaram autorizações a todos os alunos que iriam participar de forma voluntária. Uma das maiores escolas do Rio Grande do Sul, aderiu ao #OcupaTudoRS na noite do dia 18 de maio com um grupo de 20 alunos. Na manhã seguinte, os adolescente se reuniram no saguão da escola para apresentar os documentos oficiais do movimento.
Desde o inicio da ação, atividades como shows, palestras e debates, promovidas por voluntários, são oferecidos aos alunos que passam os dias dentro dos espaços da escola. Além disso, de forma espontânea os adolescentes limpam e pintam a sala do Geenav.
Apoio dos professores
A professora e Presidente do Conselho Escolar, Silvia Scherer, se sente orgulhosa da movimentação na EENAV. Quando questionada sobre ver todos esses adolescentes entrando na escola em prol do ensino público, a professora afirmou “A gente plantou essa semente de luta enquanto professores”. Agora, colhendo os frutos, a professora com 26 anos de carreira vê a ação dos alunos como uma forma de renovar a fé na educação.

A diretora da escola, Denise Colombelli, tem esperança que a luta trará conquistas para a escola pública. “Com relação ao movimento dos estudantes, podemos dizer que está acontecendo de uma forma organizada”, a professora elogiou a maneira como os alunos estão tratando o movimento. Surpreendida pelos focos da ocupação, ela lembrou que no começo da troca de experiências que eles proporão para a escola, todos os professores viram seriedade e compromisso na ocupação.
Luta sem fim
Emanueli Brondani, Vice-Presidente do Geenav, afirma que foram procurados por inúmeros partidos e por meio disso decidiram que o movimento na escola seria apartidário. “Aqui não entra bandeira de nenhum partido”. Essa decisão foi feita por alunos e professores da EENAV, pois, segundo Emanueli, “A gente entende que se envolver bandeiras, isso não vai ter um propósito tão forte”.
O Presidente do Geenav, William Nazari, afirma que a luta é pela bandeira do Brasil. “Independente de partido e ideologia, é pela melhoria da educação”. Antes de iniciar a ação, o estudante do 3º ano do Ensino Médio, deixou claro a todos que as portas da escola não seriam fechadas para os professores e alunos que não apoiariam o movimento. A frente da organização de ocupação da EENAV, William, tambem vê a ação como uma forma de apoio aos educadores grevistas. “É um movimento a parte dos professores com objetivos em comum”, o aluno afirmou que a luta de ambos os lados é pelo avanço da educação pública.
[su_carousel source=”media: 32826,32820,32821,32825,32824,32822,32823″ limit=”27″ width=”620″ height=”380″ items=”1″ title=”no” mousewheel=”no” autoplay=”0″ speed=”800″ class=”Foto: Lindemar Ramos”]xxx[/su_carousel]