Se a juventude do Papa botava fé na Jornada Mundial da Juventude mesmo sob chuva e neblina, o dia de sexta-feira veio mostrar que a beleza juvenil é radiante como o sol que deu as caras no terceiro dia de Jornada. O calor carioca voltou e embalou ainda mais a programação.
Sempre me diziam que jornadas da juventude eram cansativas, não acreditava e me enganei. Mesmo tendo ido dormir às 3 horas da manhã, o dia que precede o final de semana iniciou cedo, como os demais. Amanheci com o sorriso do sol que me permitiu percorrer boa parte do Rio, até chegar em Niterói. A beleza das águas que divide as cidades me fez alegrar ainda mais: iria reencontrar amigos do Brasil e da América Latina com a bondade climática que me permitia usar calção e camiseta.
“Quem tem amigo é rei”, já dizia o poeta. Eu concordo com ele. A JMJ promove encontros de nacionalidades, que se tornam amigos pela fé, mas também reencontros que alegram a vida em comunidade. Ir a Niterói me fez bem. A tarde foi consumida em grande parte dentro de ônibus. Ir para a comunidade da Rocinha foi algo que sempre quis. Desconstruir a ideia passada pela mídia quando confrontar-me foi o previsto e também o acontecido. Povo simples que sofre por preconceitos. No crepúsculo, busquei meu credencial que da direito aos próximos dias de JMJ em cima do palco, olhando no olho daquele que arrepia multidões e as faz chorar quando passa. A madrugada entrou e junto com ela as 2 horas de metro-trem e van até Bangu.
OBS: não sendo extremista, antes disso aconteceu um barzinho com várias nacionalidades.
