De volta ao trabalho

Big Boss retorna às atividades em Metal Gear Solid: Ground Zeroes

“Fazido” é a definição perfeita para o badalado Hideo Kojima. Isso por que, ano após ano, o game designer sempre diz que não irá fazer um novo Metal Gear – e acaba voltando atrás. Ainda assim, a surpresa foi bastante genuína no anúncio de Metal Gear Solid: Ground Zeroes (GZ) no evento comemorativo dos 25 anos da série. Além do novo episódio, também foram anunciados MGS: Social Ops para celulares e o tão esperado longa-metragem que será produzido por Avi Arad (Homem de Ferro) e pela Columbia Pictures. Até aí nada de tão extraordinário, exceto uma informação bem pontual: o jogo será em um mundo aberto.

As informações oficiais divulgadas até agora são bastante rasas para algo mais sólido, ainda mais se tratando de Kojima e suas constantes pegadinhas, mas a tentativa é livre. Quanto a boatos e teorias, bem, esses não faltam. Dois anos após o lançamento de MGS: Peace Walker, GZ terá os acontecimentos do capítulo lançado originalmente para PSP em 2010 como ponto de partida.

O único trailer liberado até o momento mostra um local denominado Camp Ômega em meio a uma tormenta, base aparentemente comandada por um misterioso homem de capa preta e chapéu. O homem entrega uma fita cassete para uma criança presa, perguntando como ela se sentia tornando-se um traidor. Logo depois, acompanhado de vários soldados, o comandante mostra sua face toda queimada e sai de helicóptero com eles, onde todos os envolvidos arrancam os emblemas da XOF. Aqui, Paz é citada, dando a entender que ainda está viva e que o jovem enclausurado é Chico. A câmera acompanha um dos emblemas voando, até vemos Big Boss escalando uma montanha usando óculos de visão noturna, partindo para sua fantasmagórica incursão à base.

A demonstração da Fox Engine rodando a todo vapor impressionou pelo realismo, desde os pingos da chuva batendo na câmera, o vento nas plantas e roupas, a mistura da água com o metal das armas, os reflexos da luz na câmera até a lama se formando no chão. A qualidade visual é algo tradicional da franquia, desde os poucos pixels suportados pelo MSX nos anos 80 até o PS3. Em certos momentos, é difícil acreditar que GZ será para Xbox 360 e PS3, ainda mais rodando em tempo real, mas os produtores garantiram que sai para a geração atual.

Além do visual, novas situações aguardam o jogador. Os produtores explicaram que haverá um sistema de dia e noite no game, o que também influenciará na reação dos inimigos. A promessa é que não será mais possível “desligar” o modo de alerta como nos demais jogos. As consequências de perder o elemento stealth irão mudar permanentemente o alerta dos inimigos, aumentando consideravelmente a dificuldade. Outra novidade pode ajudar nas horas de aperto: será possível dirigir veículos, mostrando Big Boss pilotando um jipe, mas pode ser que helicópteros e tanques estejam na lista. O menu de itens lateral não apareceu, mas deve manter o estilo tradicional. Agora, os itens equipados aparecem em cima do personagem com setas indicando o local guardado. O que mudou bastante foi o mapa, dessa vez uma espécie de holograma projetado por um aparelho parecido com um rádio, chamado de iDroid – provavelmente um merchan da Apple, como aconteceu com o iPod em MGS4.

Se as expectativas são ótimas nos quesitos visuais e jogabilidade, a trama, que é um dos principais atrativos da série, é motivo de dúvidas, ainda mais que foi dito que GZ é um prólogo para Metal Gear Solid 5. Resta saber se teremos o elo perdido que ligará ao primeiro jogo de 1987 – a revolta em Outer Haven. Será que veremos Gray Fox, Solidus, Liquid ou até mesmo Solid Snake? Uma das várias teorias que circulam pela net é que o garoto aprisionado poderia ser um dos descendentes diretos de Big Boss, mas a dúvida é qual deles. A frase “From FOX, two phantoms were born” ajuda a reforçar isso. A identidade do misterioso comandante também está em pauta, alguns acreditam que ele possa ser o Coronel Volgin, de MGS3. Grande parte das teorias é bastante improvável, mas não são totalmente impossível.

Será que GZ vai ser o último grande suspiro da geração atual, servindo apenas como um aquecimento para os novos consoles ou como teste da Fox Engine? Será que o título servirá como laboratório para MGS5, principalmente no fator mundo aberto? E a história como fica com dois novos episódios canônicos? Poucas respostas e muitas questões, essa é a ordem até novas informações virem à tona, a não ser que Kojima fique “fazido” por mais algum tempo.

httpv://www.youtube.com/watch?v=4dgto8NbrKQ

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