Dez anos depois, uma das melhores comédias de alienígenas da história continua arrancando risadas e, desta vez, algumas lágrimas também.
Já era hora de Will Smith voltar às telinhas com um de seus melhores papéis. Desta vez o Agente J volta no tempo para salvar o mundo e a vida do companheiro que esteve ao seu lado desde o primeiro filme produzido em 1997, o Agente K (Tommy Lee Jones). Homens de Preto 3 chega ao cinema trazendo, além do protagonizado por Smith, personagens marcantes como Griffin e Boris, O Animal, e ressuscitando a carreira do diretor Barry Sonnenfeld.
Quando um dos alienígenas mais perigosos de todos os tempos foge da prisão é que o Agente K decide voltar no tempo para matá-lo. É aí que inicia uma mudança no futuro do planeta. O presente já não é mais o mesmo e quando o mundo começa a ser tomado pelos aliens o Agente J volta ao ano de 1967 para mudar o rumo das coisas. Entre máquinas antigas e uma sociedade racista, a trama se desenvolve na busca pela morte do vilão. E quem norteia essa busca é o personagem de Michael Stuhlbarg.
Griffin é um alien que tem o dom de enxergar todas as variações e cenários do destino. É ele quem dá sentido à história, explicando-a e norteando os personagens no decorrer do filme. Além dos personagens, é ele que mostra ao telespectador para onde olhar. Mas não é ele o novo personagem que mais chama a atenção. Esse papel fica a cargo de Boris, o Animal. Depois da Barata do primeiro filme e Serleena, uma Kylothian cruel e monstruosa do segundo, o vilão da vez chega conseguindo assustar bem mais, utilizando elementos como, por exemplo, uma espécie de “aranha” que sai de sua mão e é comandada por ele.
A atuação de Josh Brolin (Onde os fracos não têm vez), acréscimo de qualidade à série, é um ponto positivo. Ele acaba sendo o companheiro de Smith durante a maior parte da trama, que se passa no passado, e consegue incorporar muito bem Tommy Lee Jones, passando um ar mais jovial e ao mesmo tempo remetendo ao ator mais velho.
Um final mais “sentimental” colou muito bem com a comédia, e acabou agradando ao telespectador que já acompanhava a série. A sensação de familiaridade de quem assiste com os dois protagonistas é levantada várias vezes durante a trama. Os personagens que já são conhecidos trabalham apenas com novas piadas e interessantes revelações – o que, comparado ao fraco segundo filme, já justifica um terceiro.
[xrr rating=4/5]
