Quem não tem um bichinho de estimação? Ter um animalzinho como amigo e companheiro é algo muito comum. Se você é daqueles que conhece todos os cuidados que devemos ter com eles, como alimentação, higiene e carinho, mas fica perdido quando vai viajar, saiba o que fazer com seu melhor amigo nessa hora.
Você se prepara e agenda uma viagem, porém na última hora acaba lembrando-se dele. Seja cachorro, gato, pássaro, peixe, ou qualquer outro animal de estimação que você tenha, a única coisa que não pode fazer é deixá-lo sozinho, não é mesmo? Algumas pessoas optam por levar o seu bichinho junto, de carro ou de ônibus. Outras, no entanto, preferem deixá-los aos cuidados de alguém. De um jeito ou de outro, é necessário pensar com antecedência no assunto, para não se pegar desprevenido e atrapalhar a viagem.
Para quem não consegue ir a lugar algum sem o seu companheiro e pretende levá-lo na viagem, é preciso saber que existem regras estipuladas pelo DAER para trafegar com animais dentro do carro. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, para quem pretende levar o bichinho de carro, primeiramente é preciso pensar na segurança dele, e também na sua, durante o trajeto. Antes de mais nada, o animal não poderá ser transportado solto; o transporte deverá ser feito dentro de uma caixa especial para animais, condizente com o tamanho dele, ou, então, preso em um cinto especial. Os preços, tanto da caixa, como do cinto, variam bastante, dependendo do porte do animal.
E, se você pretende ir de ônibus, saiba que o Conselho de Tráfego do DAER define algumas regras para o transporte de animais nos coletivos. No momento do embarque do animal, deverá ser apresentado atestado de médico veterinário, emitido no período de quinze dias antes da viagem, declarando boa condição de saúde (uma cópia fica com o representante; então, se atente para não levar apenas o original). A carteira de vacinação do animal, exibida ao embarcar, deverá estar atualizada e constar o registro de vacinas antirrábica e polivalente. O animal deverá, obrigatoriamente, estar sedado ao embarcar e assim permanecer durante toda a viagem. Ou seja: Não adianta chegar com uma caixa especial e tentar falar com o motorista. Sem essas medidas, seu companheiro perderá a viagem.
Nem todos, porém, optam por sair com seus animais de estimação. Alexandre Calegari Chitolina, 39 anos, advogado e residente da cidade de Fontoura Xavier, é amante dos animais, e, com sua esposa, costuma adotar animais abandonados. “Identificando que não possuem dono, ou quando seus donos os abandonam, trazemos para nossa casa e passamos a cuidar deles. Atualmente temos seis gatos e três cachorros.” Segundo Alexandre, dois são de Porto Alegre, abandonados ainda filhotes nas ruas da capital. “Olhando em um site de protetores voluntários, gostamos deles e fomos até Porto buscá-los”, diz. Todos os
outros também têm histórias de sofrimento e abandono. Alguns encontrados agonizando, maltratados e sem lar. Mas a pergunta é: e quando Alexandre viaja? Como são muitos, não dá para levar todos junto, e, como a cidade não dispõe de nenhum lugar que ofereça hospedagem, a solução é deixá-los em casa. “Quando saímos em férias, pedimos ajuda para os mais próximos, como meus sobrinhos, e também a nossos vizinhos para tratá-los e fechá-los em seus compartimentos”, comenta.
Como funciona a hospedagem
Se você não tem a sorte de Alexandre nem pode contar com aquele vizinho supercuidadoso ou um familiar que aceite cuidar do seu animalzinho, pode contar com serviços de hotéis para animais. Alguns com piscina, campos para exercícios, além de muitas outras atividades ao ar livre. Em Passo Fundo, ainda não existem hotéis propriamente ditos, contudo alguns pets oferecem esse serviço, um pouco mais simples, claro, mas que “quebram o galho”.
O Pet Shop Caniche é um deles. Martin Gruber, proprietário do pet, explica como funciona o serviço em seu estabelecimento: “A pessoa deixa o animal, determina quantos dias ele irá ficar e normalmente nós pedimos que ela traga a ração, para que não haja nenhum problema com a alimentação.” No pet, eles aceitam gatos e cachorros, e dão um tratamento diferenciado para cada um deles. “Os gatos não ficam soltos, ficam em gaiolas. Para os cachorros nós temos um lugar apropriado, em torno de uns 30 metros quadrados, onde eles podem tomar sol durante o dia e à noite são recolhidos.” Os animais ficam no estabelecimento o dia todo e atividades, como passeio, são oferecidas somente se o dono solicitar.
Já, no Pet Shop Cat e Dog, são oferecidas atividades o dia todo. “Os animais podem se socializar com outros em um ambiente diferente do qual estão acostumados, tanto nas brincadeiras ao ar livre, como no horário de passeio”, diz Giane Trein, veterinária e proprietária. Lá, os animais ficam em uma casa e não no próprio estabelecimento.
Para aqueles que preferem deixar o seu animal separado dos outros, é possível escolher o Pet Shop Saúde Animal. “Ele vai poder ficar solto, mas isolado dos outros animais.” Comenta Márcia Columbo, secretária do estabelecimento. O pet oferece o serviço de hospedagem de gatos apenas para clientes.
O preço do serviço varia de um lugar para outro, depende do porte do animal e das atividades oferecidas, ficando entre R$18,00 e R$40,00 a diária. Vale pesquisar e descobrir um perfil de serviço que atenda bem àquele que, sem dúvidas, merece seus cuidados. Depois de tudo providenciado, é só aproveitar.

