Foi aqui o 1.001 show. Os gaúchos da Acústicos e Valvulados se apresentaram em Passo Fundo na última sexta-feira 21, no 540 PUB.

A banda, que começou em 1991 em Porto Alegre, passou o início dos anos 90 “aprendendo a tocar em cima de sons como Stray Cats, Eddie Cochran e Chuck Berry; tivemos nossa estreia em julho de 91, e em julho desse ano completamos 20 anos de trabalho”, diz Rafael Malenotti, vocalista do Acústicos e Valvulados. Ele nos recebeu no camarim alguns minutos antes do show para um pequeno bate-papo.
Nesses 20 anos de carreira, qual foi a maior dificuldade que a banda já passou?
A&V: Acho que a maior dificuldade é a mesma que acompanha qualquer pessoa que trabalha e tenta sobreviver como um cidadão comum no Brasil. Então, eu acho que a pior dificuldade sempre vai ser a financeira, porque todo mundo hoje em dia, sendo tu como jornalista ou a gente como músicos, a maior dificuldade eu acho que é conseguir dinheiro para pagar as contas, independentemente da profissão. Acho que a grande dificuldade(profissionalmente falando) de qualquer pessoa sempre vai ser a financeira. O A&V em 20 anos de carreira, sempre gerenciou de certa forma o trabalho. Quanto mais tu ganha, mais tu investe, mais tu enriquece a tua produção. Se tu não ganha dinheiro suficiente para manter a tua produção, ela vai ficando mais humilde, mais modesta. Então quanto mais tu ganha, mais tu quer investir para melhorar e atingir o maior número de pessoas possível.
E qual o momento que marcou a carreira da banda até aqui?
A&V: Acho que em 20 anos é difícil escolher um momento. Mas posso dizer que um grande momento do Acústicos e Valvulados foi dia 20 de outubro, quando mais de 1.000 pessoas foram no Opinião para assistir ao nosso milésimo show, da celebração de 20 anos da banda.
Como foi o milésimo show do Acústicos?
A&V: Com certeza esse show entrou pro ranking dos mais importantes da banda, por ser o milésimo show e a comemoração dos 20 anos da banda. Acho que daqui por diante eu vou marcar esse show como um segundo divisor de águas, assim como tivemos outros momentos bacanas na carreira.
O que o Acústicos ainda não conquistou e que vocês ainda vão buscar?
A&V: A questão “importante” mesmo a gente já conquistou, que é ter uma banda e ter a satisfação de fazer músicas pra galera curtir, nisso a gente já se sente plenamente realizado. O que a gente tem que conquistar é o maior período de longevidade possível, pra que a gente continue fazendo aquilo que faz há 20 anos e há mais de mil shows.
Para finalizar, mudando um pouco de assunto. Quem acompanha as redes sociais, percebe que elas têm aproximado o público dos ídolos. Como é a relação de vocês com os fãs através das redes sociais?
A&V: Hoje em dia, a grande divulgação de um trabalho é feita em cima do trabalho de internet mesmo; então, a gente está cada vez mais bem assessorado nessa parte. A internet é hoje a grande ferramenta de comunicação, o fato de tu poder disponibilizar teu trabalho por uma rede à qual as pessoas possam ter acesso de dentro de casa. Antigamente você tinha que ir até a loja para comprar ou ver um CD, agora você tem acesso até pelo celular. Esse trabalho tem que ser cada vez mais intensificado para que o maior número de pessoa,s que conhecem o Acústicos e Valvulados, possam ter acesso direto ao nosso trabalho. Depois da divulgação nas redes sociais, de maneira organizada e bem trabalhada, a galera vai nos shows para ver a gente executando ao vivo aquilo que eles já ouviram pelo celular ou no computador.
A banda é composta atualmente por Rafael Malenotti (vocal), Alexandre Móica (guitarra), Diego Lopes (baixo e teclado), Paulo James (bateria), Luciano Leães (teclado) e Daniel Mossmann (guitarra e baixo)
Durante o show, Rafael ainda diz que a banda ficou um bom tempo sem vir para Passo Fundo, e que espera vir com mais frequência, pois o público daqui é receptivo e participativo.
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