Responsável por 70% das exportações do país na década de 1920, o café ganhou um museu dedicado à sua história no Brasil

Exposições que contam a história do café, a expansão ferroviária e a relação com os imigrantes, além, é claro, de uma cafeteria própria. 13 anos após sua reinauguração, o Museu do Café Brasileiro – originalmente conhecido como Bolsa do Café ou Palácio da Bolsa Oficial do Café – reúne a história e mostra a importância do grão na economia brasileira. Abandonado em 1970, o museu foi reinaugurado no dia 25 de setembro de 1998, após passar por reformas.
Localizado na cidade paulista de Santos, a construção Bolsa do Café iniciou em 1903, sendo oficialmente instituída em 1914, mas, devido à Primeira Guerra Mundial, só pôde ser instalada em 1917. Naquela época, Santos era responsável pela maior praça cafeeira do planeta, por isso a necessidade de se criar um lugar para abrigar a principal bolsa de café e de mercadorias do mundo.
O prédio, considerado um dos mais belos da cidade, foi projetado com inspiração no renascimento italiano. Inaugurada em 7 de setembro de 1922, a construção fez parte das comemorações do centenário de independência do Brasil. O auge da exportação de café foi entre 1917 e 1929, quando foi diretamente afetada pela crise econômica mundial que se originou com o crack da bolsa de Nova Iorque. Fechada temporariamente em 1937, a Bolsa foi reaberta logo depois, apesar da corrente decadência do mercado de cafeeiro.
Até o final da década de 1970, o edifício sediou um requintado restaurante, local de reuniões periódicas de clubes, como o 21 Irmãos Amigos e o Rotary Club de Santos. Em 1981, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico garantiu oficialmente a preservação das instalações. O edifício foi desativado em 1986, depois de anos de funcionamento para a divulgação da cotação do café no mercado internacional.
Atualmente, funciona como o Museu do Café Brasileiro, mantido pela Associação Amigos do Museu do Café. Em seu acervo, constam obras de Benedito Calixto – painéis e vitrais – e um espaço para exposições temporárias. O museu também abriga uma livraria, uma biblioteca, um arquivo e um centro de preparo de café.
Conheça um pouco mais sobre o Museu do Café Brasileiro:
