A arte moderna comemora

Dona de obras instigantes, com formas exuberantes e cores fortes, Tarsila do Amaral retratou o cotidiano e as paisagens brasileiras. Com raízes tupiniquins ela integrou o ‘Grupo dos Cinco’ no movimento pela modernização da arte, durante a Semana da Arte Moderna de 1922. Certa vez disse sobre si mesma: “Eu invento tudo na minha pintura. E o que eu vi ou senti, eu estilizo!

Grande nome da arte brasileira, Tarsila completaria hoje 125 anos. Ela nasceu em 1º de setembro de 1886, em São Paulo. Desde jovem já percorria o caminho das artes estudado na Espanha,  quando pintou seu primeiro quadro “Sagrado Coração de Jesus” no ano de 1904, com apenas dezoito anos. Ao longo de sua obra trabalhou com pintura em tela e também com esculturas. Também realizava cursos de desenho e pintura e foi em um destes que conheceu Anita Malfatti, outra artísta reponsável por lhe introduzir no grupo que movimentava a arte brasileira em 22.

Semana da Arte Moderna de 22

Um encontro de artistas e intelectuais que surgiu com o objetivo de discutir e renovar as formas de arte no Brasil. Reunindo-se no Teatro Municipal de São Paulo debateram as relações entre as afinadas influências vanguardistas européias e a produção brasileira, buscando uma expressão que não perdesse o caráter nacional de uma arte tupiniquim. Foi um movimento de independência artística no Brasil.

A artista modernista foi homenageada em várias ocasiões. Na Bienal de São Paulo de 1963, uma sala especial foi dedicada à retrospectiva de suas obras. Foram apresentadas suas fases artísticas e onde deu-se destaque ao quadro “Operários” de 1933, da fase social, em que as cores são mais sombrias mas com a nitidez conservada, e também a obra do mesmo período “Segunda classe”. Foi representada também na mostra Arte Moderna de São Paulo em 1957, na XXXII Beinal de Veneza em 1964 e na mostra Arte da América Latina em 1966.

Estilo e técnicas

Usando cores vivas, influenciada pelo cubismo e abordando temas sociais, do cotidiano e das paisagens brasileiras, Tarsila usufruía de uma estética fora do normal, talvez seja um pouco da influencia surrealista de sua fase antropofágica. Durante essa fase suas obras exacerbavam algumas partes do corpo humano, pés, braços, seios. Foi com a obra “Abaporu” de 1928, que em tupi-guarani significa Antropófago, que Tarsila do Amaral, juntamente com Oswald de Andrade e Raul Bopp, lançaram um novo movimento: movimento antropofágico.

A artista faleceu no dia 17 de janeiro de 1973, mas suas obras ainda são objetos de estudos e de admiração na sociedade brasileira. Tarsila do Amaral fez parte da renovação da arte no país, que ainda hoje é uma constante dentre os jovens artistas.

Assista à entrevista com Marcia Camargos, autora do livro “Semana de 22, entre vaias e aplausos”:

httpv://www.youtube.com/watch?v=wFk1ZZoa2jM&feature=related

httpv://www.youtube.com/watch?v=f8G42K0Exu4

httpv://www.youtube.com/watch?v=9P00Wvqi2zY&feature=related

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