O programa “Sintonia, Som e Sentido” recebeu os integrantes da Fábrica do General Bonimores. Em uma conversa bem informal, eles nos contaram a origem do nome da banda, falaram sobre as composições e as redes sociais. Confira como foi a entrevista:
Integrantes: Chico Frandoloso (voz), Augusto Carvalho (guitarra e voz), Jeison Silvano (guitarra e voz), Dig Dembinski (baixo), Alessandro Sebben (teclados) e Douglas Lima (bateria).
Nexjor: Como vocês se conheceram e como surgiu essa ideia de montar uma banda?
Fábrica do General Bonimores: Nós já tocávamos antes em outras bandas, somos todos músicos há um bom tempo. Alguns já tocavam juntos e depois de várias “andanças” por aí, acabamos encontrando os outros integrantes, nos juntamos e formamos a Fábrica.
N: Fábrica do General Bonimores… por que deste nome?
FGB: O pessoal vive perguntando inclusive se é um personagem. E, no fim, está virando um personagem. Nós vamos ter que fazer, quem sabe para o segundo ou terceiro disco, uma invenção dele, branquinho, com um bigodão branco… Na verdade, o nome inicial da banda era General Bonimores. O nome “General” é por ser um nome forte e a questão do Bonimores foi o Ale quem trouxe. É uma palavra latina que tem dois significados: “Boni” é bom e “Mores” quer dizer modos, comportamento; enfim, bons costumes, que a gente cultiva isso. O lance da “Fábrica” surgiu dessa questão de que a gente procura fabricar isso. Através das nossas atitudes, da nossa vida, nós queremos proporcionar isso para o nosso público.
N: Em que ano a banda adquiriu essa formação com vocês seis?
FGB: A partir de 2009, a gente firmou o passo, assinamos o contrato (risos). Começamos a montar a Fábrica em 2009, mas ela se consolidou agora em 2010. Depois teve o single que a gente fez…
N: Vocês têm, relativamente, um tempo curto de banda. Qual foi a maior dificuldade para se inserir no meio musical?
FGB: Olha, não tenho visto nenhuma dificuldade. Depois que gravamos o nosso single, não sei se porque nós já tínhamos contato com a música há um bom tempo, já fomos convidados para participar de festivais, de eventos na cidade e fora dela, e a banda tá crescendo cada vez mais, o público tá aderindo melhor à nossa ideia, nos conhecendo. Então, não vejo dificuldades para se inserir no contexto musical. Pode ter outras dificuldades que a gente enfrenta, como viver integralmente da banda, por exemplo. É uma coisa que nós buscamos e que logo vai acontecer, mas cada um tem ainda os seus trabalhos paralelos com a música e com as outras atividades.
N: Qual o estilo musical de vocês? Quais as influências musicais que vocês podem citar?
FGB: A banda é bem diversa, até mesmo por ter seis componentes e cada um vir de um contexto diferente. A música brasileira é uma questão bacana da banda, tem influência da Bossa Nova, do MPB, da música tropicalista e, inegavelmente, o rock’n’roll, principalmente o rock britânico, principalmente, o indie rock. Uma influência muito bacana da banda é a música gospel, isso está bastante presente também. Dá para perceber no nosso disco que tá aí, fazendo suspense, é uma influência bem presente.
N: Tem alguma história engraçada envolvendo vocês em algum show?
FGB: Tem uma história de um amigo meu. Nosso CD foi gravado em Brasília. Esse meu amigo não é daqui de Passo Fundo. Ele é integrante da banda, mas naquele tempo ele morava em Porto Alegre. Então, ele estava na minha casa passando esse tempo e eu olhei para ele: “Ô, tu já separou teus documentos e tal? Porque na hora de pegar o voo tem que apresentar os documentos…”. E ele falou bem assim para mim: “Tu tá pensando que eu sou moleque?!”. E eu pensei: “Beleza né”. Quando nós estávamos no aeroporto em Porto Alegre, indo para Brasília gravar o nosso disco, todos fazendo o check-in e ele chegou para mim com a carteira aberta: “Olha aqui, olha aqui, Chico!”. Eu perguntei: “O que houve?” e ele: “Olha aqui, não tá aqui minha identidade”. Eu pedi se ele não tinha procurado o documento e ele disse que não sabia onde estava. Era só o que faltava a gente não conseguir ir gravar o CD, porque ele tinha esquecido a identidade! Mas, aí, como ele morava em POA, ele pegou um táxi, foi correndo em casa e achou uma identidade de quando ele tinha uns 12 anos. No fim, conseguimos, deu tudo certo.
N: Na opinião de vocês, as redes sociais ajudam ou atrapalham as bandas que estão começando?
FGB: Ajuda. Ainda mais hoje em dia, que existem diversas outras mídias que ajudam na divulgação. O nosso single foi lançado apenas virtualmente e foi a partir disso que muitas pessoas conheceram a banda. Nós temos um vídeo no Youtube que tá com mais de três mil acessos e faz poucos dias que foi lançado, que é o vídeo da música “Dia Feliz”.
N: Foi o Chico quem compôs a música “Dia Feliz”, certo?! De onde veio a inspiração para compor essa letra?
FGB: A inspiração veio do alto. Eu olhei para o céu, vi que estava tudo escuro e pensei “é aqui que isso vai começar”. Na verdade, eu compus ela bem nisso, foram alguns dias nublados que tiveram aqui em Passo Fundo e eu comecei a pensar em algumas coisas que pudessem trazer uma alternativa para que o dia não fosse tão chato. A nossa vida, às vezes, é assim, ela é cinza em alguns momentos, mas sempre existe alguém que pode se importar com isso e querer trazer um diferencial, que é o caso do balão, que é algo colorido, trazendo um diferencial nesse nublado, nesse cenário escuro.
N: Tem um trecho da música que diz “O que posso fazer pra te mostrar que o bem ainda existe?”. Então, eu gostaria de saber o que a Fábrica faz ou pode fazer para mostrar que o bem ainda existe?
FGB: O simples fato de eu compor essa música e querer passar essa ideia para as pessoas é justamente de poder mostrar que existe uma alternativa, que basta a gente pensar um pouco ou olhar para as coisas que estão ao nosso redor e isso vai se mostrar bom, que não é só ruim, nublado. Existe um sol, poeticamente falando. É isso que a gente busca: transparecer nas letras o que nós somos, nós sempre vamos buscar ajudar os outros. No final da canção, diz “Olho pro céu, está tudo escuro, mas ainda vejo o balão voar”. Quem sabe o que a gente pode trazer de melhor é uma possibilidade. Vivemos em uma sociedade muito triunfalista, não há espaço para perdedores, para os menores. A gente vem de um contexto religioso, quer trazer algo de bom. Às vezes, é simplesmente ser um ser humano, estar ali, reconhecer a fraqueza. Não temos a prepotência de achar que nossas canções vão salvar ou redimir totalmente o mundo, mas estamos aí para contribuir, para ser um tijolinho nessa construção, para alguém que quer somar.
Contato para shows:
(54) 8422 4045 – Chico
(51) 9892 8300 – Jeison
E-mail: fabricadogeneralbonimores@hotmail.com
Twitter: @FGBonimores
Confira a entrevista no “Sintonia, Som e Sentido”:
Assista ao videoclip de “Dia Feliz”:
httpv://www.youtube.com/watch?v=DTw5L2R-XxE
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