Garotos Sonhadores

A banda Jimmy Dog participou da gravação do programa Sintonia, Som e Sentido. Em um bate-papo com o Nexjor, eles contaram um pouco mais sobre as influências musicais de cada um, as origens da banda e o desafio de gravar um cd independente.

Integrantes: Pablo Shubby (baixista), Marcelo Branco (guitarrista), Doug Broch (vocalista), Vini Baschera (baterista) e Tico Rodriguez (guitarrista).

Nexjor: Meninos, por favor, se apresentem e contem um pouco sobre a experiência musical de cada um.

Jimmy Dog: Eu sou o Doug, vocalista da banda, e comecei com o rock nacional aos 11 anos de idade, quando ganhei o primeiro disco que era do Raimundos. Depois veio Charlie Brown Jr., O Rappa, CPM 22 e Nirvana O que me inspirou na verdade foi o rock nacional, sou mais “brasuca” no estilo musical.

Eu sou o Mathias, guitarrista da Jimmy Dog, e a minha história na música começou bem cedo, aos 10 anos eu curtia metal, heavy metal e new metal. Conheci um parceiro que curtia mais grunge e eu comecei a partir mais pra esse lado do rock, mais Nirvana. Ou seja, fui do mais pesado ao mais leve, acabando no punk rock californiano. As bandas como Blink e Green Day que me inspiraram. Quando eu tinha 16 anos, nós montamos a Jimmy Dog e hoje eu encaro a música como profissão.

Sou o Shubby, baixista da Jimmy Dog. Lembro que a primeira banda que eu gostei foi Guns, que é uma banda que fez muitas pessoas começarem a gostar de rock. “Welcome to the jungle” foi a primeira música que eu ouvi e me marcou. Escutar outros sons é bom, porque vai abrindo um leque que depois influencia musicalmente e tu consegue usar um pouco de cada estilo que escutou e faz uma coisa única. Comecei a escutar Blink quando tinha uns 14 anos de idade e foi uma banda com a qual eu me identifiquei muito, bem esse punk-pop californiano, por exemplo: NOFX, New Found Glory, Green Day. Foram essas bandas que me fizeram levar a música como um projeto para minha vida.

N: Sobre a banda, quando ela surgiu, quem teve a idéia, aonde se criou o embrião da Jiimmy Dog?

JD: Na verdade, a gente tinha uma banda de música cover antes da Jimmy Dog. Teve uma ocasião em que nós fomos tocar e eu (Mathias) convidei o Douglas para ir junto na festa, conhecer o trabalho da banda. Nós tocávamos Charlie Brown JR., CPM 22, NOFX, Nirvana, entre outros, mas nós não tínhamos veia própria ainda. Então eu chamei o Douglas para cantar algumas músicas com a gente e o pessoal gostou. Começou assim, nós passamos a nos reunir e entraram outros integrantes.

N: Por que o nome Jimmy Dog, quem teve essa ideia?

JD: Nós íamos participar de um evento na cidade e não se tinha uma ideia certa do nome, não se tinha nenhuma noção do que poderia ser. Em um sábado de manhã, nós estávamos fazendo uma música, era um dia frio, e o cachorro do Mathias estava por perto. Então, nós decidimos colocar o nome dele na música “Jimmy Dog”, ou seja, o cachorro Jimmy. E esse acabou ficando o nome da banda.

N: Além do estilo mais “rock” da banda, vocês ouvem outros estilos de música, tipo sertanejo ou funk, algo assim?

JD: Tem que ouvir de tudo para poder falar. Tem gente que sai falando que é ruim, mas nunca ouviu. Nem sempre nós gostamos do estilo, mas sabemos reconhecer que os caras são bons. Tem que saber respeitar. Hoje, se tem um grande leque, uma variedade enorme para tu escolher o que quer ouvir. É bom absorver esses estilos para poder usar na nossa própria música.

N: Nós sabemos que a Jimmy Dog lançou seu primeiro CD recentemente. Como foi essa experiência de gravar o primeiro CD independente?

JD: Foi uma batalha. No começo foi bem difícil, com o dinheiro contado. Na verdade, a gente começou a gravação há uns 3 anos e para gravar existe um investimento grande de dinheiro e de tempo. Nós chegamos a sair panfletear para conseguir 20 reais pra ajudar a pagar a prestação do disco. Nós sofremos para fazer o CD, mas é bom porque nós fazemos isso pensando em colher os frutos no futuro.

N: Pelo site da Jimmy Dog, nós percebemos que vocês estão em permanente contato com as diversas mídias: orkut, twitter, facebook. Como vocês vêem essa importância que as redes sociais, e a própria internet, trazem?

JD: Através de todas essas redes sociais, nós sabemos o que o público espera da gente e isso nos aproxima dele. Isso só tem a acrescentar para a banda, porque nós podemos mandar material para mais pessoas. Tem um ponto negativo em ter acesso a tudo isso: hoje em dia tem um pouco de tudo, tem muitas bandas por aí e é difícil saber o que é bom e o que é ruim. A internet acarretou esse problema, de não ter um filtro para saber o que é bom ou o que não é. Mas, para nós, a internet é boa, porque usamos como ferramenta de divulgação.

N: Se agora vocês tivessem que definir toda a trajetória da Jimmy Dog, essa questão de companheirismo e amizade entre vocês, em apenas uma palavra, qual seria?

JD: É o amor. O amor que trouxe essa formação, o sentimento de amar o amigo próximo, de amar a música.

A entrevista completa, você confere no programa:

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