Por Jéssica Fontana Favaretto e Giordana Pezzini
Na antiguidade, a criatividade já foi vista como sendo um “dom divino” aonde as pessoas recebiam uma mensagem de entidades divinas; mas já foi vista também como loucura, aonde as manifestações criativas eram um ato impensado, inconsciente da pessoa.
Hoje, a criatividade faz parte do nosso cotidiano, das nossas rotinas produtivas no trabalho, escola. Acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas, tendem a ser adultos ousados, propensos a agir de forma inovadora. A psicóloga e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade de Passo Fundo Carla Ventura Tarasconi diz que um bloqueio emocional teria interferência no processo criativo; esses processos emocionais podem fazer com que o potencial psicológico diminua ou aflore.
Não é impossível tornar uma pessoa mais criativa, mas depende do esforço psicológico de cada uma.
O psicólogo norte-americano David Wechsler divide o processo criativo em alguns estágios:
Percepção: problema, necessidade, curiosidade;
Preparação: investigação;
Incubação: desenvolvimento inconsciente;
Iluminação: momento da criação;
Verificação: crítica sobre a idéia;
O psicólogo ainda diz que a maneira de desenvolver a criatividade é deixar as idéias virem sem pré-julgamentos, e que idéias próprias e dos outros devem ser elaboradas.
A criatividade humana se revela a partir de associações e combinações inovadoras de planos, modelos, sentimentos, experiências e fatos. O que realmente funciona é propiciar oportunidades e incentivar os indivíduos a buscar novas experiências.

