O Cavaleiro das Trevas

Entre todos os heróis da cultura pop norte-americana, Batman é um dos que mais se destaca. Ele é um cara normal, sem poderes especiais, que, aliando artes marciais com o intelecto e tecnologia, resolveu tomar uma atitude contra o crime após o assassinato de seus pais. Criado na DC Comics, as histórias de Bruce Wayne já passaram por mãos de gente como Frank Miller, Alan Moore, Tim Burton e mais recentemente por Christopher Nolan, que fez a melhor versão cinematográfica do homem-morcego. Acontece que os games do mascarado sempre foram razoáveis, nenhum deles esteve à altura do mito criado. Porém, isso mudou com Batman: Arkham Asylum (2009, Xbox 360, PS3 e PC).

Tudo começa com o Coringa sendo movido dentro do Arkham, que na verdade não é um asilo e sim uma penitenciária de segurança máxima. De alguma maneira, o vilão escapa e inicia um motim no local, soltando todos os criminosos. O lugar é isolado, mas alguém precisa parar com seus planos. Mas não será apenas o Coringa que Batman irá enfrentar. Bane, Crocodilo, Hera Venenosa, Charada e Espantalho também tentam complicar a vida do herói. Vilões clássicos dão um toque especial, mesmo que nomes como Duas-Caras, Pinguim e Mulher-Gato tenham ficado de fora. É muito provável que os excluídos tenham uma importância maior na sequencia, Batman: Arkham City.

Baseado no HQ escrito por Grant Morrison e desenhado por Dave McKean em 2003, o jogo é uma aventura em terceira pessoa. À medida que se avança mais gadgets são disponibilizados, como gel explosivo, seqüenciador criptográfico, lançador de corda e outros. A jogabilidade é um fator decisivo no quesito diversão. As lutas fluem muito bem, apesar de utilizarem apenas socos, sendo possível dar chutes apenas ao planar (glide kick) em direção do inimigo. Acumulando sequencias de combos, se ganha pontos para dar um upgrade na resistência e nos equipamentos. O que pode incomodar um pouco os jogadores é o modo detetive, uma espécie de visão noturna ou em infravermelho. Isso facilita muito, principalmente nas partes onde a espionagem é a única saída, fazendo com que os mais preguiçosos joguem apenas nesse modo.

Quanto ao visual, o clima sombrio e nebuloso de Gotham City fora recriado nos limites do Arkham. O ambiente é enorme, dividido em várias alas e prédios. Os gráficos são impecáveis, até o uniforme do Batman vai se deteriorando conforme o jogo prossegue. A aparência lírica, surreal e psicótica dos pesadelos do Espantalho merece um destaque a parte. O objetivo dessas fases é não ser visto por ele – que também é conhecido como Dr. Crane -, sendo que o sonho termina assim que você joga um holofote de luz em seu rosto.

Finalmente Batman foi devidamente honrado nos consoles. Arkham Asylum ainda é considerado um dos melhores games de sua geração, seja para PS3, Xbox 360 ou PC mesmo um ano após seu lançamento. Já que Arkham City deve chegar em 2011 para a maioria das plataformas, assim como em 2012 deve aterrissar o novo filme nos cinemas, até lá vamos relendo, revendo, e jogando as infinitas histórias que acontecem na cidade de Gotham. Não é a toa que o cavaleiro das trevas é um dos ícones culturais mais respeitados de todos os tempos.

BATMAN: ARKHAM ASYLUM
PC, PS3 e Xbox 360
[xrr rating= 4/5]
PRÓS
– Modo de luta eficiente
– Muitos extras, desafios e modo challenge
CONTRAS
– Modo detetive facilita demais, tira um pouco da graça
– Faltou o Duas-Caras
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